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 Crónica Daniel Santos (aka Cobra)

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Cobra

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Mensagens : 2449
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MensagemAssunto: Crónica Daniel Santos (aka Cobra)   Seg 07 Jun 2010, 18:47

Cangas de Onis - Covadonga

Segundo dia nos Picos. Novamente acordar cedo para aproveitar o dia. Dia esse, tristonho e húmido, que ameaçava piorar.
Para economizar o tempo, seguimos a mesma fórmula que em León, e decidimos tomar o pequeno-almoço no Hotel.
Apesar de ter uma estrela à menos, diria que o pequeno-almoço estava ao nível do anterior, o teria mesmo, mais meia estrela.
O certo é que o pessoal se lançou às torradas e croissant, e ficou satisfeito.

Rapidamente encontramos-nos de novo, todos no exterior, desta vez com as top-cases mais ligeiras. Hoje a bagagem poderia ficar no Hotel.







Covadonga não fica muito distante de Cangas, pelo que não demorou muito até iniciarmos a subida aos lagos.
Apesar do céu tristonho, o dia parecia aguentar-se, não mostrando sinais de chuva iminente. E de facto, não foi a chuva que tememos.
À medida que íamos subindo de altitude, o nevoeiro adensava. Ao ponto de cada um, apenas conseguir ver a mota que seguia à sua frente.
Sempre que subíamos, cada vez pior. Fez-se uma paragem para viabilizar a visita aos lagos. De facto desta forma, ariscávamos literalmente a meter
os pés dentro destes, para os encontrar.



Lá seguimos, e quando nos encontrávamos muito perto, o São Pedro do sítio, complacente, deu sumiço a todas aquelas nuvens baixas, permitindo-nos
observar esta jóia de cenário, escondido no seio dos maciços rochosos. Mas que espectáculo! Indescritível por palavras, nem mesmo as fotos conseguem
passar a beleza de todo aquele lugar.
Na primeira curva, que oferece uma panorâmica altaneira sobre o primeiro lago (Enol), alguns decidiram parar para observar a cena.

Panorâmica do lago Enol (clique em cima da foto)






O Fernando, equipado a rigor com rodado cardado, entusiasmou-se e seguiu logo um caminho secundário de terra que ladeava o lago.
Foi só uma voltinha, rapidamente estava de regresso.



A malta que ia à frente, estava parada mais abaixo a tirar fotos, pelo que descemos até junto deles para também tirar umas chapas.

Panorâmica do lago Enol (clique em cima da foto)


Voltámos às motas, e fizemos mais alguns metros que levam ao segundo lago, o lago Ercina.

Panorâmica do lago Ercina (clique em cima da foto)




Muita foto, e claro uma merecida foto de família com o lago de fundo. Que ficou bem, por sinal.



Por indicação do Carlos que já conhecia o sítio, seguimos um percurso pedestre para conhecermos um complexo mineiro ali perto, as minas da Buferrera.
Trata-se de uma exploração para extracção de metais (principalmente Manganésio) abandonada no inicio dos anos 70. Foi reabilitada, e à semelhança do
complexo do Lousal, foi erigido um museu que para além de explicar como funcionava a exploração, reúne também algum material e ferramentas utilizadas
na altura.



O nevoeiro que entretanto estacionara, deixou-nos ver muito pouco à nossa volta. Pelo menos a mais de 5 metros de distância.



Feito o circuito, regressámos às motas e deixámos este cantinho fabuloso, para descer em direcção ao Santuário do mesmo nome.

Muito povo! Turistas e locais circulavam um pouco por todo o lado. A distinta guardia civil deixou-nos parar as máquinas mesmo na praça do Santuário.

Panorâmicas do Santuário (clique em cima da foto)






Antes de tudo, há que explicar a morfologia deste local. Primeiro a lenda que lhe dá origem, que é controversa, e portanto irei deixar aqui a mais racional
e que parece fazer sentido. Don Pelayo, cristão e primeiro rei das Astúrias (representado em estátua na praça) para fugir aos Mouros terá se refugiado em
700 e picos numa gruta do Monte Auseva, conhecida por La Cueva. Por lá deixaram uma imagem da Virgem Maria, após terem vencido os Mouros na afamada
Batalha de Covadonga. Alguns relatos indicam que os espanhóis terão encontrado ali abrigo, alimentando-se de mel encontrado em colmeias na rocha, outros
parecem atribuir a vitória à protecção da Virgem que repelia qualquer investida contra La Cueva. O certo é que, daquele local terá nascido o culto que hoje se
pode presenciar.

Assim temos La Cueva que é basicamente uma gruta com uma capela pequena cujo acesso se faz por um pequeno túnel. Depois, não longe dali está o Santuário,
um igreja de dimensão inferior a uma catedral.





Panorâmicas da Cueva (clique em cima da foto)






Retomando. Primeiro explorámos os arredores da igreja, e depois seguimos para a gruta, percorrendo o túnel.
Na capela, parecia estar a decorrer uma celebração religiosa, e o povo amontoava-se à sua entrada. Não deu sequer para lá chegar perto.







E ficou assim vista a coisa. Regressámos calmamente às nossas máquinas para o regresso à estrada.







Continua...

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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Crónica Daniel Santos (aka Cobra)   Sex 11 Jun 2010, 08:39

Covadonga - Tresviso - Llanes - Ribadesella - Cangas de Onis

Com visita a Covadonga e seus encantos, tínhamos "queimado" toda a manhã Cool .
Estava na hora de almoço, e o Sérgio parecia conhecer um local na estrada de Cabrales que servia esta coisa rara por
terras hispânicas... grelhados. E que bem nos saberia agora, qualquer coisa feito na grelha!
A caravana seguiu atrás do Sérgio, que nos levou a uma localidade, da qual não me recordo o nome.
Com várias ofertas de restaurante, em uma delas de facto constava a opção de grelha, mas a preços proibitivos.
De modo que optámos por restaurante sem grelhados, mas que oferecia refeições bem mais em conta para as nossas bolsas.
Alguns optaram por um prato simples de hambúrguer ou vitela, enquanto outros escolheram o habitual menu de dois pratos.
No meu caso optei pelo menu de fabada e cordero. Na minha mesa (ficámos distribuídos em mesas de 4 pessoas),
o Rui e o Máximo também escolheram o menu, enquanto o Paulo optou pelo bife de ternero (vitela).
A fabada é típica desta zona, vê-se anunciada um pouco em todo o lado. Não são favas, ao contrário do que poderia sugerir
o nome. É uma espécie de feijoca branca, servida com algumas peças de enchidos. Muito bom! Mas bastante forte para os
organismos mais sensíveis, como poderá comprovar o Rui pale .
O cordeiro também estava no ponto. Regra geral os espanhóis são exímios na confecção de pratos, não nos foi dado a comer
nada que não estivesse impecavelmente cozinhado. O problema deles é a diversidade, que é quase nenhuma, e a insistência
que têm em fritar tudo. Ao fim de dois dias, faz mossa. Felizmente esta seria a nossa última refeição regional, uma vez que já
tínhamos planeado o jantar, para uma pizzaria de Cangas de Onis cheers .
Ainda uma nota sem importância, mas curiosa. A inusitada topologia da casa de banho do estabelecimento. Mais propriamente
do urinol, que se encontrava colocado numa espécie beco esguio. Eu tive de utilizá-lo de lado, pois não conseguia "encará-lo"
de frente de tão estreito que era Suspect .
À saída do restaurante ainda pudemos apreciar duas H-D espanholas, uma delas impecavelmente customizada. Sempre bonitas de ver.



Seguindo o itinerário, íamos agora para a localidade de Tresviso. Novamente uma estrada de sonho, com cenário deslumbrante e
traçado desafiado, algo a que já todos nós nos íamos habituando. A meio do percurso fizemos mais uma paragem que proporcionou
outra bonita foto de grupo sunny .



E continuámos o percurso que seguia sempre em ascensão. E da experiência que já tínhamos tido de manhã, o que se espera nas alturas?
Um bom nevoeiro denso! E aqui não foi excepção. A dada altura, quando já só se vislumbrava o companheiro que seguia à frente, o
estado da estrada pioria de sobremaneira. Ainda fizemos uma boa distância de uma estradada sinuosa composta por um misto de alcatrão
estourado com estradão de terra. Tudo isto com visibilidade de aproximadamente 5 metros. Ao fim deste suplício, finalmente Tresviso.
Que deverá ser muito bonito sem nevoeiro, pois nós, não conseguimos ver nada. Mas é mesmo assim, ainda de manhã teríamos perdido
um maravilhoso espectáculo se tivéssemos optado por arrepiar caminho.



Agora há que fazer o caminho de volta, que até me pareceu mais fácil que o de ida.
Saídos do nevoeiro, o destino seria agora a costa Asturiana. Ainda no parque nacional, depois de uma valentes curvas, vejo o nosso
carro de apoio (que seguia à minha frente) a fazer uma paragem forçada (por esta altura, estava a Ana a conduzir o carro), para que a
Sónia pudesse expelir a fabada do almoço. Já andava com o organismo tocado de tantos fritos, e a sequência de curvas foram o
suficiente para por-lhe o estômago às voltas. Recuperada, voltámos à estrada para recuperar o andamento da caravana pale .

Devo dizer que a costa Asturiana não me impressionou particularmente. Talvez por estar habituado à nossa, que é bem bonita.
A paragem em Llanes (cidade costeira) não me suscitou grande encanto. Também é verdade que depois de toda a beleza natural que
tínhamos visto nestes dois dias, a fasquia estava bem elevada.

Panorâmica da praia de Llanes (clique em cima da foto)




O pessoal estava de tal maneira pouco entusiasmado, que dispensámos a ida a Ribadesella.
No regresso a Cangas, o Rui achou por bem fazer uma paragem numa Cafeteria típica, que para além de servir cafés e bolos,
estende os seus serviços a espectáculos de "meninas" semi-nuas enroladas em varões. Como na nossa terra, não temos cá disso
(pelo menos neste formato), alguns ainda foram espreitar a porta entreaberta. Depois de ter enfiado um bolo e um leite achocolatado
no bucho, estava pronto para regressar à estrada.
Estávamos relativamente perto de Cangas, pelo que seguimos calmamente a estrada que nos levava de regresso ao Hotel. Lá chegados,
novamente o problema do estacionamento. Mas desta vez, alguém pergunto aos fulanos da guardia civil se seria possível deixar as motos
na praça. Coisa a que acederam sem problemas, desde que ficassem junto ao edifício do ayuntamiento. Vá se lá saber porquê que o
marrão do dia anterior não nos deixou estacionar na praça, em lugar algum scratch .
Depois de parqueadas as máquinas mesma rotina do dia anterior. Banhoca, e reencontro na praça.



Antes de tratar do jantar ainda deu para cada um comprar alguns recuerdos nas muitas lojas da especialidade.
Há por lá várias coisas para trazer. Desde, produtos regionais, réplicas de casas Asturianas, a todo um merchandizing de brindes
com vacas estampadas (símbolo da região). Da minha parte, trouxe uma casinha e uma almofada com a vaquinha. Não deu para
trazer mais, o espaço não abundava na topcase Crying or Very sad .





Tínhamos decido que a última refeição em terra de nuestro hermanos seria uma boa e valente pizza, para desenjoar cheers .
Na véspera já tínhamos dado com uma, numa praça perto do Hotel. Embora o tempo não estivesse para tal (estava fresco) ficámos
todos acomodados na esplanada. Rapidamente os mais descapotáveis, foram ao Hotel procurar agasalhos.
Mesmo assim, o sítio era bem agradável e a boa conversa também ajudou. A maioria gostou das pizzas, eu, sinceramente não lhe
achei muita piada. Os espanhóis têm esta coisa de cortar no molho de tomate. Gostam de o pôr depois por cima, em forma de ketchup Shocked.
De qualquer forma, soube-me com certeza melhor, que os tradicionais menus de dois pratos tradicionais.

Panorâmica do jantar em Cangas de Onis(clique em cima da foto)




Depois de jantar, demos mais uma volta pelas ruas, e fizemos ainda uma paragem rápida na Sidreria para aviar 2 garrafas, o que
não é muito, se levarmos em consideração que, pelo modo como é servida, metade é despejada para o chão. Depois do episódio
do dia anterior, não foram todos que arriscaram. E a verdade, é que às tantas, novamente, ia uma confusão de copos...
Mesmo assim, a qualidade desta sidra era superior à do dia anterior, com paladar mais suave e apurado drunken .



Depois disto tudo, o merecido descanso dos justos. Amanhã esperava-nos uma longa viagem de regresso.
O descanso seria mais justo par uns do que para outros, pois o Rui teria de passar mais uma noite na sua cama anã.



Cumps!

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