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 Rota das Aldeias Perdidas

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Bento

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 16:08

Que fotos fantásticas. Assim vale a pena Razz

Venham os outros dias Sr. Tito.
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Max

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 17:59

muito muito muito fixe

sim senhor. Wink
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Gemma

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 19:58

Bem, já me fartei de rir a ler a descrição do Cobra acerca do "Fotografo Enlatado", do melhor...Isso e a pontaria das abelhas para dois citadinos do mais puro que existe...mto bom...

Como já disse ao "Homo lingeriticus" via MSN, tive muita pena de não ter participado nesta voltinha e cada vez que vejo mais fotos da mesma fico com uma comichão do car&#%& nos cotovelos. Mas pronto na se pode ter tudo, terá de ficar para outras núpcias.

Uma coisa é certa, e isto vem um pouco no seguimento do que o MCI faz por outras paragens virtuais (quando muita gente se insurgiu contra a perigosidade dos raides nocturnos), não interessa o quão louca é a ideia, não interessa se somos 2 ou 3 almas penadas a participar, o que interessa é ir e viver aventuras como esta em espirito de amizade e convivio e pelo que parece isso abundou nesta iniciativa.

Parabéns a quem organizou e a quem participou, grande evento.

Fico a aguardar pelos vídeos (tou a fazer pressão alta directamente ao "realizador").

*j*
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ruimbarradas
Padeiro-Mor
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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 20:13

Pessoal,

Após alguns dias (que se vão repetir), com um acesso da tanga à NET, via PDA, ligo-me de novo ao Comando Padeiros, e qual não é o espanto quando vejo estas fotos.
Que belos momentos que acabo de recordar.

Muitas mais fotos serão alojadas, estou certo. E certo estou também que este passeio não fica por aqui, pois há que preparar uma segunda edição. Grandes foram os momentos de pura diversão que tivémos entre amigos e que nos fazem esquecer todas as preocupações da vida.

Muito bom!
Mais uma vez, obrigado aos 3 EXCELENTES companheiros de viagem! Smile


Agora, venham mais e mais fotos...

_________________
Rui Barradas


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Max

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 20:15

Sim tá do melhor.

Venham mais, mais, mais.... cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers cheers
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 22:42

Cá vai uma crónica mais alargada (e espero não muito maçadora) desta delicioda aventura, com outras fotos que as já publicadas.

Dia 1.

7h e qualquer coisa, e estava a chegar à praça do império, onde já aguardava o resto da comitiva. Para além dos quatros “cavaleiros”, também se encontrava o Ricardo, que como bom padeiro, não temeu a hora madrugadora e apresentou-se ao “serviço” e para cumprir a tradição, brindou-nos com uns daqueles tradicionais e magníficos pães com chouriço.
A Sofia e o Carlos já se encontravam postos. Também estavam de viagem para Norte (mas de enlatado), sendo que poderíamos contar com a simpática companhia dos dois, até à Guarda.
Tiradas algumas fotos da praxe, ainda houve tempo para “carimbar” as nossas montadas, com um apropriado autocolante de última hora. E depois, siga caminho, que há muitos quilómetros para percorrer!

A1, A23, sempre a rondar os 140km/h (às vezes mais…), com o Carlos no retrovisor a fechar a retaguarda.

Uma breve paragem na estação de serviço de Abrantes para meter uns litros na minha “burra” (e dar cabo de dois ou três pães do Ricardo), a única que não estava atestada desde Lisboa.



Mas um troço de AE e, finalmente saída para a Guarda. O TomTom pregou-nos uma partida (como já é habitual) e enviou-nos para as traseiras da Sé, sem caminho para lá. Felizmente, demos com um carro da “escola segura” que fez a simpatia de nos levar pelas ruas da Guarda numa espécie de escolta, até à Sé Catedral.
Nova paragem, para esticar as pernas, tirar umas fotos, e despedirmo-nos da Sofia e do Carlos que seguiriam o seu caminho.





A partir daqui, só diversão. O regresso às entediantes via rápidas, só seria feito no retorno a casa. O pessoal impaciente, puxou logo do material cinematográfico para começar a montar suportes e afinar objectivas. Ficou logo ali em vídeo, a saída da Guarda.

As nuvens tristonhas da manhã começavam a dissipar dando lugar a um Sol que começava a queimar, irradiando vários tons sobre a rocha proeminente na paisagem.

A caminho de Almeida, as primeiras curvas a sério. O pessoal já ia com “fome” de todos aqueles quilómetros rectilíneos e mandou-se a elas com entusiasmo. Fui ficando para trás (não muito distante) consumindo aquela zona sinuosa a meu ritmo. 20 ou 30 minutos depois, chegada às portas de Almeida. Com o adiantado da hora, o pessoal achou melhor tratar do almoço antes de se fazer à vila. Paragem no restaurante “Tertúlia” para saborear uma bela “carniça” de novilho, como só há por ali.



Bem alimentados (a baixo custo!), entrámos na fortaleza para dar uma volta à vila. Paragem junto ao picadeiro real, para tirar mais uma fotos e apreciar a vista. Na saída, houve um desencontro, e perdi-me momentaneamente dos restantes “cavaleiros”.




Finalmente no regresso à estrada, rumou-se sempre para Norte, com mais uma paragem em aldeia histórica, desta feita, Pinhel. Estacionámos junto ao pelourinho, para cigarros e alguns dedos de prosa. Uma paragem breve, para sairmos da vila, sem antes passarmos pelo centro histórico, nomeadamente pela zona dos Castelos (sim no plural, que aquilo não é qualquer lugarejo) para bater mais umas chapas.





Próximo destino, Castelo Rodrigo. Foi muito agradável poder circular pelas ruas desta aldeia, todas elas de características medievais. Parece mesmo que regressámos ao tempo da armadura e espada. Lá no cimo, ainda demos uma vista de olhos às debilitadas ruínas do castelo, onde se pode apreciar uma excelente vista sobre Figueira de Castelo Rodrigo e arredores.







Um rápido telefonema para a minha cara-metade (Célia) e fomos ter com ela ao café de uma aldeia próxima onde se encontrava a passar estes dias (os pais são de lá).
Aí tomou-se mais umas minis acompanhadas de mais uns momentos de conversa, e resolvemos seguir a dica da descida até à estação abandonada de Almendra (uns quilómetros mais adiante). Assim fizemos, chegados Almendra embicámos em direcção ao rio, fazendo um delicioso trajecto sinuoso por meio de paisagens de beleza única (como atestam as fotografias).
Já com o Sol em trajectória descendente, pudemos desfrutar daquele espaço naquelas típicas tonalidades de luminosidade de fim de dia. Ver assim o Douro e suas margens, é único. Algo que não se conta por palavras ou imagens. No local, já mal se vê a linha, coberta pela imensa vegetação que por ali cresce. O edifício da estação à mercê do vandalismo ainda se mantém de pé, e se manterá talvez por mais uns anos. De resto o espaço está devoluto e vai perdendo as características que teve outrora. Seguiram-se as fotos da praxe, e a marca dos padeiros deixada pelo Tito na estação.







Regresso à estrada em direcção a Foz Côa, para depois de deixar a nossa “tralha” na Albergaria, seguirmos em direcção ao restaurante Foz Caffé, onde nos aguardava um jantar bem surpreendente.
Na verdade, sem ninguém saber, a Célia tinha-nos arranjado um jantarinho de primeira, com direito a bolo comemorativo, champanhe (oferecido pela casa) e mais dois ou três bibelôs alusivos à Rota. Vieram as costeletas de novilho com batata assada, como só existe por aquele lado, tudo servido com uma simpatia extrema do pessoal da casa, a quem recomendo uma visita se forem para aquelas paragens.
Ainda deu para para trocar umas impressões como dois ventoinhas que por ali jantaram e se dirigiam ao Lés-a-Lés. O Tito queria picar com uma delas (talvez a GS800), para lhe dar uma "sova de chinelo", mas a companhia e paparoca estavam melhor e foi-se deixando ficar.



Com o desenrolar da noite, houve que regressar à albergaria e, embora o pessoal já demonstrasse algum cansaço, ninguém se deitou (tamanha era a curiosidade) sem assistir no portátil do Tito, a alguns bons momentos de filmagens feitas durante o dia.
Finalmente com o adiantado da hora, houve que deitar a cabeça no travesseiro e puxar o lençol para cima.

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lingerie_boy

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 23:03

Cobra escreveu:
... a Célia tinha-nos arranjado um jantarinho de primeira, com direito a bolo comemorativo, champanhe (oferecido pela casa) e mais dois ou três bibelôs alusivos à Rota. Vieram as costeletas de novilho com batata assada, como só existe por aquele lado, tudo servido com uma simpatia extrema do pessoal da casa, a quem recomendo uma visita se forem para aquelas paragens.

Ainda deu para para trocar umas impressões como dois ventoinhas que por ali jantaram e se dirigiam ao Lés-a-Lés. O Tito queria picar com uma delas (talvez a GS800), para lhe dar uma "sova de chinelo", mas a companhia e paparoca estavam melhor e foi-se deixando ficar.
Mas que jantarinho! Coisa memorável, de primeiríssima!

Quanto aos ventoinhas... lol! lol! lol! só visto. Iam a caminho dos Lés-a-Lés.

Não esquecer que o tipo da GS1200, cá fora a fumar o prego da ordem, afirmou conhecer-me.

De facto, após esmiuçarmos pormenores, chagámos à conclusão de que tinhamos sido colegas no tempo da estafeta, lá para os idos anos de 1990/91.

Não me recordo dele, não era obviamente um dos artistas de então(e que artistas ali se encontravam).

Fica a nota de termos sido informados, pelo próprio, que a mamute dele dava 220 km´s/h de.... GPS! ui ui ui lol! lol! lol!

Enfim, nada de novo relativamente a essa casta motociclistica. lol!

Ali um chinelo não chegava, tinha de ser a sapataria toda. lol! lol! lol!

Mais um episódio da nossa aventura.

Crónica EXPECTACULAR, Cobra. Wink
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Bento

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 18 Jun 2009, 23:12

Cobra, venha o resto dos dias da crónica. Se forem todos como este vais ficar excelente Very Happy

Obrigado.
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paulogomes

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Sex 19 Jun 2009, 08:27

Grande passeio, excelentes fotos, crónicas a condizer!

Obrigado por partilharem estes dias pelas estradas do Norte.

Cumprimentos,

PG
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rikcorreia

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Sex 19 Jun 2009, 08:30

Excelente crónica e fotos claro Very Happy Very Happy Very Happy

Mais fotos e videos pff
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Carlos

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Sex 19 Jun 2009, 08:35

Assim vale a pena! Isso é que se pode chamar mototurismo de qualidade Exclamation
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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Sex 19 Jun 2009, 09:42

Grande crónica Cobra, continua sff que o pessoal está a deliciar-se...

Abraços,
Sardo
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Seg 22 Jun 2009, 22:51

Continuação da crónica com novas fotos.

Dia 2

Com o pequeno-almoço servido às 8h da manhã, marcámos o reencontro por volta dessa hora.
Um pouco antes, estive com o Rui na varanda do quarto a marcar alguns pontos no GPS para visitarmos nesse dia, enquanto o Sílvio na outra varanda se ia queixando do dormir ruidoso (entenda-se rossonar) do companheiro de quarto.
Tomado o pequeno-almoço (diga-se de passagem, ligeiro), fizemos o check-out, e ainda foi preciso mais um quarto de hora para limpar vidros e viseiras e, recompor as nossas montadas com toda a parafernália de topcases, redes, suportes, etc. (sem querer ser machista, pior que as mulheres!)
Siga em direcção a Barca de Alva, mas com passagem por vários pontos de interesse cuidadosamente seleccionados pelo Rui.
Ao sair de Vila Nova, primeiro momento alto (de vários a acontecer neste e nos outros dias), umas curvas maravilhosas até à estação do Pocinho. Estrada ampla de bom piso, sempre a descer e, com vista deslumbrante sobre o rio pela nossa esquerda. As Stroms pareciam deslizar sobre carris a cada curva que se fazia, um delírio, logo pela manhã. Creio que todos levavam as cameras ligadas para registar este momento de saudável loucura. Chegados lá abaixo, nova surpresa. Estação do Pocinho, actualmente a ultima paragem na linha do Douro na direcção a Espanha. Tudo ainda está por lá, em iminente decadência, balanças, o belíssimo relógio de três faces, painéis de azulejos, etc. Tomámos um café no bar da estação mantido por um informado ferroviário que nos foi contando as suas mágoas, e a sua opinião certa de que aquela estação levaria o destino de outras, o encerramento. Deu-nos a conhecer alguns estranhos episódios, como, a venda para a Alemanha de locomotivas históricas recuperadas (ao preço a que nos custou o arranjo!) ou mesmo a ideia transviada de um “engenheiro” de substituir um belíssimo painel (típico nas estações mais antigas) por uma moderna e "vistosa" casa-de-banho. De facto, entristece ver este património largado ao descuidado e incompetência.






De novo a caminho, atravessámos a ponte do Pocinho para subir a serra, sempre em percurso sinuoso.
Neste trajecto, deveriam existir algumas colmeias, pois fui “brindado” por uma ferroadela directamente no sobrolho e o Tito levou outra no braço através do casaco!
Mas nada de grave. Seguimos uns atrás dos outros até ao Miradouro das Alminhas, localizado no meio das escarpas e penhascos da Serra do Candedo, onde efectuámos uma paragem para convenientemente apreciar as vistas e meio envolvente, de beleza impar.







Uma nota para a calçada Romana de Alpajares que passa por ali. Também conhecida pela Calçada do Diabo (diz a lenda que o próprio Satanás a terá construído à troca de uma alma), e que promete para quem queira um passeio pedestre de 8km por lugares inesquecíveis. Muito calor se fazia sentir, pelo que só estávamos bem em movimento, o que permitia arrejar o corpo.






Dali próximo até Barca d’Alva, foi o êxtase, uma estrada que ladeia o Douro em quilómetros de deliciosas curvas e contracurvas. Aqui o pessoal apertou mais o punho, e fez deslizar o rodado naquele desencadear maravilhoso de estrada. Novamente, fui a meu ritmo e, fui ficando um pouco para trás. Aqueles pneus de origem não me transmitem confiança, mas a realidade é que a curva inclinada também não é a minha especialidade. Não me nego a percursos sinuoso, aprecio a curva, mas tenho de ser sincero que o meu gosto vai para a planície com uma outra curva suave.




De qualquer forma, chegámos todos juntos a Barca d’Alva e fizemos a travessia daquela sumptuosa ponte até ao cais, onde demos um pouco de descanso às nossas máquinas. Por essa altura e com o Céu praticamente a descoberto, já se fazia sentir uma brasa!
Mais uma foto de família à beira de água, com um rio que sendo tão calmo, reflecte qualquer imagem como se de um espelho se tratasse.





O próximo destino, estava marcado para o miradouro de Penedo Durão. Novo percurso sinuoso pelas margens, desta vez, com o rio à direita. Antes de chegarmos ao miradouro (bem lá no topo), e numa daquelas estradas onde só circulam automóveis de longe a longe, alguém (já não me lembro quem) lembrou-se de alinhar as motos para tirar uma foto. Aqui sucedeu o estranho episódio já previamente relatado. O Rui “cravou” um velhote que vinha no sentido oposto ao nosso para tirar a foto, mas o coitado, já não devia pegar numa máquina fotográfica há mais de 30 anos. Sismou que deveria tirar a foto pela mira, e o resultado é a foto memorável que o Tito já aqui colocou, e que dará sem dúvida uma excelente capa. O miradouro vale o desvio, a vista é ampla e todo o espaço está arranjado. Mais umas fotos aqui e ali, e partimos para o momento “offroad” do dia (o primeiro de toda a viagem).





O Rui conhecia ali um troço de terra de poucos quilómetros que unia duas estradas. Com o Tito a liderar a caravana, fizemos aquela espécie de estradão com alguma gravilha, sem qualquer problema. Uma coisa simples, e perfeitamente ao alcance das nossas montadas, mesmo carregadas com topcases e sacos depósitos (aparecerá no vídeo com certeza!). Na outra ponta do troço, esperava-nos uma descida que nos levaria a uma segunda passagem pela estrada junto à margem que sai de Barca d’Alva. É que o pessoal gostou tanto, que a primeira passagem só serviu de volta de aquecimento. A malta queria mais e, aquelas curvas eram perfeitas para lamber o rasto dos pneus de lado a lado. Mas bom, já lá ia o meio-dia, pelo que parámos em Freixo de Espada à Cinta para tratar do almoço. Demos com um tasquito por sugestão de uma velhota da terra. Doses bem aviadas, de bom paladar e a preço de pechincha, um achado. Ali foi despachada uma travessa de febras em menos de um fósforo. No final, o Sílvio não abdicou do desejado pudim de ovos, e o resto contentou-se com bolo de floresta negra.

Siga atrás do mestre Barradas, não antes sem trocar algumas palavras com os velhotes lá do sítio, à sombra do arvoredo. Um deles, já tinha tido uma “Triunfo” em tempos áureos, e outro tinha sido o feliz detentor de uma “Harli Davidsom” e BMW. Uns castiços.

Já a meio da tarde e sob um calor abrasador, descemos em direcção ao rio, depois de passar pela aldeia de Mazouco. O Rui já conhecia o local, trata-se de um bloco rochoso à beira da água, onde se observa claramente a gravura rupestre de um cavalo (o Cavalo de Mazouco).






É pouco, mas está bem visível e evidente, e a descida a pé junto à margem do rio, vale bem o esforço. A subida afoita e feita quase num passo só deitou abaixo o nosso camarada Tito (o calor não ajudou), e já cá em cima estávamos a ver que o amigo ali ficava. Mas rapidamente recompôs-se, e depois de voltar às motas regressámos pelo mesmo caminho.





Aqui deu-se o primeiro azar da viagem (nem só de bons momentos compõem estas aventuras), no regresso à estrada principal e em subida acentuada, seguia à frente e, vi-me atrapalhado com o GPS (aquelas estupidezes, quando o mapa começa a rodar, e já não se percebe se é para seguir para a esquerda ou direita). Uma distracção que fez com que fizesse uma paragem à beira da estrada principal, para perceber qual a direcção a escolher. O Tito que seguia atrás, não conseguiu evitar o toque na minha traseira. Resultado. Rocket “deitada” sobre o lado direito e Tito ao lado dela, “encaracolado” no chão. Uma distracção evitável se tivesse mirado os espelhos de maneira a me colocar a jeito. Situação muito aborrecida, ainda para mais sabendo do brio que o Tito tem nas suas máquinas. Houve alguns estragos - volante levemente empenado, crash-bar, vidro do farol e plástico marcado, felizmente as carenagens não sofreram danos e sobretudo o Tito não saiu magoado. No entanto, nada que nos demovesse do nosso objectivo, apenas algumas chatices materiais se resolvem entre amigos. Estes azares acontecem, ninguém gosta e, assim tão longe de casa, temos de saber lidar com eles a bem do grupo e da viagem.

Recompostos, seguimos até ao miradouro da cruzinha para uma paragem muito breve. Daí até ao Castelo de Miranda do Douro (ou o que resta dele) para mais uma escala e, finalmente estacionámos à beria de um café de Sendim, para refrescar as nossas “goelas”. Curiosa localidade, onde cada rua é “dobrada” em mirandês. Enquanto ali estávamos, um pequeno artista local de quatro patas, meteu-se connosco e fez algumas demonstrações de circo, do género equilíbrio nas patas traseiras.




O desvio para Azibo já tinha sido posto de parte (dado o adiantado da hora) e resolvemos seguir a sugestão do TomTom que nos indicava um caminho rápido com passagem por Espanha. Lá fomos, com algum cuidado na velocidade, pois na terra de “nuestros hermanos” estas matrículas portuguesas motivam de sobremaneira a “guardia civil”.

Finalmente chegámos a Bragança, onde nos dirigimos de imediato para o Hotel, para depositar todo o nosso espólio de viagem. A decisão do jantar revelava-se complicada, sobretudo pelo facto de não existirem alternativas ao restaurante do Hotel nos arredores (pelo menos pertinho). O Tito ainda deu uma palavrinha à Peper (que conhece a zona), mas já cansados, acabámos por jantar no Hotel.

Depois disso, ainda regressámos ao “centro de operações” para rapidamente rever as imagens registadas durante o dia. O Sílvio, sensato, enfiou as gomas nos ouvidos e foi encomendando o sono. Os restantes três ainda ficaram até um pouco depois da meia-noite, antes de cada um se embrulhar confortávelmente no seu lençol.

Cumps!

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Bento

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Ter 23 Jun 2009, 07:44

Dasssssssssss, o que um gajo tem de aturar. Já não basta não ter podido ir e ainda levo com estas crónicas. lol! lol! lol!

Muito bom Daniel, continua para eu me babar em frente ao monitor. Razz
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krizz

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Ter 23 Jun 2009, 09:50

Fantástico!!
Estou a adorar estas vossas crónicas, muito bom!!

Obrigado, foi realemente um belo passeio.
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Vanda

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Ter 23 Jun 2009, 09:58

Este passeio é de deixar qualquer um cheio de inveja (saudável claro).. Muito bom, belas fotos. Para o ano espero lá estar com o meu maridão e com alguns padeiros, se estiverem disponivéis Very Happy

Parabéns Cobra, a tua crónica é muito agradável de se ler, tens jeito para a coisa cheers
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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Ter 23 Jun 2009, 11:09

Esta cronica está cada vais mais insuportável Razz

Muito bom pessoal continuem cheers

cumprimentos
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 06:20

E agora para deixar o pessoal realmente "chateado"...



vejam em HQ!

Edição e montagem: lingerie_boy.
Audio: Cobra.

A meu ver, algo ainda nunca visto, em termos de sequência e imagem. Very Happy

Parabéns Sr. Tito pelo excelente trabalho!

Cumps!

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rikcorreia

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 08:16

Simplesmente FANTÁSTICO cheers cheers cheers cheers cheers

Parabéns pelo trabalho, muito bom, mesmo muito bommmmmmmm....
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Drifterman

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 08:52

Muito fixe, por este andar até já nos estou a ver em Cannes a receber a Palma de Ouro Razz and the winner for best documentary film is Question Question Question Comando Padeiros What a Face cheers cheers

Venha de lá o resto que isto promete..nem o motogp tem tantos angulos de filmagem lol!
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lingerie_boy

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 11:05

Um trailer da Rota... muito há ainda que fazer com o objectivo de melhorar ou pelo menos manter o nível.

O som "metálico" foi bem metido.

Espero que a malta goste.
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Carlos

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 11:31

Esta espectacular este aperitivo!

Imagino o resto Basketball
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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 12:17

Está muito bom, cada vez mais pro.

O que também resulta muito bem é ter mais que um plano em simultâneo do mesmo momento, tipo mosaico. Está lançado o desafio Razz

Continuem ..
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Gemma

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 14:38

Se me permitem...

Ide-vos fo#%$$& mais ó car/#$%$& das crónicas espectaculares que aqui estão a postar. Ainda por cima vem com a m%#$ dos vídeos feitos em várias p#%#$ de perspectivas diferentes e que dão uma imagem real como o ca#($&$ do que é andar de mota...fod#%$%#...tou pra minha vida...ainda por cima não pude ir...car$#"#"... (genética nortenha+dor de cotovelo dá nisto...)

Exijo que apaguem este tópico. Pelo que ainda está para vir não me vou conter e vou postar mais mensagens com palavrões e palavras de insulto sem censura, asseguro-vos.

Cumps

*j*


PS: Postei esta mensagem no fórum certo??? Será que vou ser censurado??? lol! lol! lol!
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   Qui 25 Jun 2009, 14:52

Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy

O que me ri com este post do Gemma.

Cumps!

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MensagemAssunto: Re: Rota das Aldeias Perdidas   

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