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 Rota do Medronho - 7 de Julho

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Cobra

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MensagemAssunto: Rota do Medronho - 7 de Julho    Seg 08 Jul 2013, 20:39

Percurso dirigido pela batuta do mestre Barradas...



Track: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=fzcvcjdgsfckqqri

Altimetria e velocidade:



Inicio:26:05:2013 07:06:53
Fim: 26:05:2013 21:58:01

Distância total percorrida (GPS): 558kms

Tempo Total: 14:51:08 (Andamento: 09:28:58 + Paragens: 05:21:10)

Altitude Mínima: 11m
Altitude Máxima: 899m

Velocidade Média (andamento): 59km/h

Distribuição de velocidades:
<60/h: 15.9%
<100/h: 58.1%
<150/h: 23.3%
+149/h: 2.7%


De seguida o que interessa, as crónicas...

Cumps!

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ruimbarradas
Padeiro-Mor
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MensagemAssunto: Re: Rota do Medronho - 7 de Julho    Seg 08 Jul 2013, 21:53

E por falar em crónicas, aqui dou eu início à minha.

Como habitualmente, chegada o início da semana, desafiei o Daniel para um passeio.
Diversas alternativas surgiram, desde Aveiro, Serra do Açor, interior do Baixo Alentejo... até que se chegou à conclusão que a casta Alentejana estaria um pouco mais fresca. Masfresco, só mesmo entre as 06H15 e as 08H00 da matina. Sim, eu sei... a um Domingo, para qualquer tipo com juízo, isto são horas de estar a dormir.

Mas quem disse que eu sou um tipo com juízo?
Como qualquer puto, em véspera de abrir um qualquer presente, e ainda com a agravante do calor que se fazia sentir, na noite que antecedu este passeio, quase não preguei olho. Deixei-me dormir já passava da meia noite e, pouco depois das 4H30 já estava eu a pino.

É que o ponto de encontro estava marcado para as 6H45, a uns 20/25 Kms de minha casa. E como sei que o Daniel é um gajo pontual [not], não o quis deixar à seca.
Verdade se diga, que neste passeio contávamos com a estria do Rui Tripa (Atikman) e como não gosto de deixar ninguém à espera, às 06H40 lá entrei na Galp do Fogueteiro, de onde estava prevista a saída às 07H00.
Havia ainda que abastecer, e aqui começou a primeiro aventura do dia...

Parei a Tiger na bomba e esta estava em pré-pagamento. Ora, como gosto pouco de me deparar com estas coisas, e de forma a evitar ter que me pegar com o funcionário logo àquela hora - e até porque certamente não é resposável por este método - lá saquei do cartão MB para efectuar o pagamento na própria bomba.
Intrduzo o cartão, e logo a maquineta me pede para o retirar. Começamos mal - "não estás a ler chip".
Lá o equipamento me dá indicação que não tem a impressora a funcionar e pergunta-me se quero continuar mesmo assim. Digo-lhe que sim, porque costumo confiar em gente séria.
Pede-me o PIN e logo depois de o introduzir - o PIN, porque àquela hora não havia ainda disposição para introduzir mais nada - dá-me a indicação de "não autorizado".
- "Mau, queres ver que não tenho dinheiro para ir dar uma volta?"
Carrego no botão da via verde e sai a indicação de "não autorizado - veículo sem identificador". Foi neste momento que me deu uma vontade louca de escavacar alguma coisa.

Entro na loja e digo ao funcionário do posto que pretendia atestar a mota mas que não sabia quanto ia levar.
Responde-me que se quiser posso deixar o cartão. Ainda lhe perguntei se também lá queria que deixasse a chave da mota e também as botas que trazia calçadas.
Lá lhe disse para se pagar de 10 litros de combustível e, para não atrasar o pessoal, lá me raspei dali para fora.
Acreditem que não sou de reclamar, e nunca tal aconteceu, mas naquele momento, tivesse eu tempo e teria pedido o livro de reclamações.


Depois de abastecidos os 10 litros do precioso líquido, lá fui ter com o Rui Tripa à zona de cafetaria. Logo em seguida chega o Daniel.
5 minutos depois estavamos em plena A2, a caminho da Marateca.

Saída para a Nacional e ao chegar à zona de Alcácer do Sal, lá desviámos para a Comporta.
Deviam ser umas 08H00, quando chegámos ao Carvalhal, onde parámos para beber café e comer alguma coisa.

Dali em diante, fomos sempre em ritmo calmo até Sines.
Mais uma vez, chegando a Sines, apontei para o porto (de Sines) mas mais uma vez lá tive que fazer o desvio para o centro da cidade. Depois de percorrer uma rua, e estando o trânsito cortado na continuação desta, chego a um cruzamento em que, virassemos para onde me virasse, era sempre sentido proibido. Ora não nos restou outra alternativa que não fosse transgredir. É que, estando de mota, andar 200 metros em marcha-atrás não dá muito jeito.

Ficam as fotos do "topo" da cida de Sines:








Lá seguimos em direcção a Poro Covo, não sem antes efectuar uma paragem rápida em São Torpes para bater uma foto:




Lá me enganei e saquei uma foto à mota na cor errada:






Como estava com ela fisgada para comer num tasco que enche cedo e depressa, lá dei pressa aos companheiros.
A paragem seguinte foi já na Zambujeira do Mar:












Siga então caminho que o tasco espera-nos e eu estou cheio de sede, ansioso por uma fresquinha.
Chegados à Azenha do Mar, foi apenas o tempo de estacionar as meninas e pedir umas cervejinhas bem frescolas.




5 minutos depois e lá "abriram" a sala do restaurante. Isto eram umas 11H30 da manhã, mas quem disse que há horas para comer marisco?

Ora, então venha ele...
Para começar umas ameijoas:




Com isto ficamos com fome, por isso venha de lá um bicho cascudo:




E por via das dúvidas, é melhor mais qualquer coisa para aconchegar os estômagos.
Dasss... ohh Daniel, essa porra do Ice Tea estraga as fotos.

Há que salientar que, ao solicitar as bebidas, pedíamos sempre duas cervejas para os homens e um Aptamil para o menino! Laughing 




3 horas depois de chegar ao restaurante, a minha Tiger era a única que ainda estava à sombra:




Tempo ainda para uma foto à paisagem desde o cimo do penhasco:




Ao chegar a Odeceixe, efectuámos um pequeno desvio, percorrendo este vale até à praia:










Entretanto, e depois de apenas 2 minutos paradas ao Sol, os bancos das nossas montadas quase queimavam a tomatada:




Depois de um abastecimento na localidade de Rogil, e chegando a Aljezur, desviámos para Marmelete. Diga-se que a estrada está muito boa, com um tapete muito recente e com umas curvas feitas à antiga, com a inclinação correcta.
Já depois de marmelete, desviámos para um atalho, que nos leva entre um pinhal recente - julgo que plantado depois dos incêncios de há uns anos - até à estrada que liga a Vila de Monchique ao Alto da Fóia.

Chegados à Fóia, lá se bebeu mais uma jola, para molhar a goela:




Esta é a vista do cimo da serra de Monchique. Neste dia estava com alguma neblina:






Descendo a Monchique, entramos na maravilhosa estrada que nos leva até Sabóia.
E que estrada do caraças... É um festival de curvas, que nos faz subir a adrenalina.

Lá tive que dar um bocado de gás, para fugir aos companheiros e parar um pouco mais à frente, de forma a fazer um boneco:






Depois de me voltar a juntar aos companheiros de viagem, o Daniel perguntou-me pelo intercom se queria passar para a frente, ao que lhe respondi que não se justificava. Ele que seguisse à frente.
Em má hora o fiz, pois ao chegar já perto da Baragem de Santa Clara a Velha, e julgando o GPS do Daniel que estavamos pouco transpirados, decido meter-nos por um caminho de cascalho em descida.
Uma vez, a descer naquelas condições, seria difícil voltar para trás. E embora estando o Atikman com uma Deauville, não nos restou outra alternativa senão seguir caminho.
Quando vimos uma sombra, lá parámos, seguindo o Daniel caminho para ver se tinha saída.
Saída tinha, mas com uns cotovelos em subida e com alguma pedra solta. Preferimos não arriscar e voltámos assim para trás.
Em passo de corrda, ajudámos a Deauville a subir e regressámos a pé para ir buscar as duas inglesas. Efectivamente estou velho para corridas.

Já junto da água, e à falta de calção de banho, só se estava bem à sombra:






15 minutos depois, e já com as contas feitas ao tempo de condução que ainda tinhamos até casa, lá nos fizemos à estrada em direcção ao IC1 e à Mimosa.
Uns 4 Kms antes de chegar à Mimosa, vejo uma scooter encostada à beira da estrada, com o se condutor, enquanto que a pendura seguia estrada fora com uma garrada de 1,5L de água na mão. Comentei com o Daniel que deviam ter ficado sem gasolina e disse-lhe que ia parar.
Pois, antes fosse falta de gasolina... Na verdade, o pneu traseiro da Burgman 650 em que vinham, tinha rebentado.

Comentaram que já tinham chamado a assistência em viagem mas para o posto de combustível existente na Mimosa, e pensavam seguir caminho mesmo assim até lá.
Lá os demovemos da ideia e demos boleia à rapariga para que fosse "buscar" o reboque ao posto de combustível.
Depois de impossibilitada de subir para a Tiger, por força de ser perna cura (e não só), lá seguiu viagem à pendura na Deauville.

A rapariga lá agradeceu a boleia e ali ficou à espera do reboque.

Nós seguimos viagem até à Aldeia do Isaías (Grândola), onde parámos para aconchegar os estômagos com uma bifana.




Se dúvidas existirem de quão saborosas estavam dentro de pão alentejano, aqui fica a foto com o ar de alucinado do Daniel.
Bem, se calhar não era por causa da bifana, mas pelos quase 500 Kms que já traziamos em cima do lombo.




E francamente, não sei o que será melhor. Se uma boa bifana, se a companhia de pessoal assim.
Ao Atikman (Rui), o meu agradecimento pela companhia e pela "coragem" para uma estreia em grande.

Ao Daniel, já não preciso dizer nada. Pois, depois de tantos Kms juntos, sabemos perfeitamente com o que contamos.


Siga para o próximo.... onde exista marisco! Laughing

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Rui Barradas


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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota do Medronho - 7 de Julho    Qua 10 Jul 2013, 22:32

Cá vai o meu relato e fotos...

1ª parte...

Desde de final de Maio depois da volta a Aracena que não sentava o meu redondo traseiro em cima da Tiger… Estava a ressacar.
Do mesmo modo estava o Rui Barradas, de modo que começámos a alinhar ideias para o próximo fim-de-semana... Opções?... Alentejo, Serra do Açor, Costa de Prata ou Costa Vicentina.
A previsão de meteorologia antevia um calor abrasador para o fim-de-semana, 42ºC para a capital… Boa, é mesmo isso, fugir de Lisboa…
Com este calor, os percursos virados para o interior ficaram de fora, e ficámos a olhar para as opções da Costa…  No final deixámos os ovos moles para o outro dia e decidimos rumar para Sul… O Barradas não demorou muito a arquitectar um trajecto de luxo, ele conhece bem aquela zona. Descida pela Costa, subida mais pelo interior com uma passagem pela Serra de Monchique para tornear o pneu.

De caminho paragem num restaurante onde a especialidade é marisco… Ó meu amigo, é mesmo isso, calor combina com marisco, e marisco é bom!
Para chegar a horas, saída de Lisboa cedinho como manda o protocolo do Comando Padeiro.
6h45 à saída da capital. Escusado será dizer que saí de casa atrasado…

Juro que não faço de propósito, deixo as coisas arrumadinhas de véspera, mas há sempre um pormenor ou um pormaior para tratar de manhã…
Bem com isto tive de abrir a goela ao Tigre até ao ponto de encontro, onde cheguei em cima da hora, por volta das 7h00. Já lá estavam o Rui Barradas e o estreante de Padeiro, o Rui Tripa (aka AtikMan).



O passeio tinha sido anunciado no fórum, mas até à última da hora e embora houvesse interesse apenas as duas Tigers tinham dito presente. Felizmente de véspera o AtikMan apresentou-se para se juntar aos dois malucos das inglesas, e assim defender a honra do país do Sol Nascente aos comandos da sua magnífica Honda Deauville.
Apresentações feitas, dois dedos de conversa e siga caminho.



Estávamos todos de “jaquetas” de rede, mas por esta hora estava um pouco fresco para isso. Mal sabíamos nós que mais tarde o que nos daria jeito seria antes umas cuecas de rede, tal era o calor que se fazia sentir… Palavra, sapatos, luvas, capacete e cuecas, era o ideal.

A2 por aí abaixo até à Marateca onde desviámos para a Nacional. A velocidades moderadas é o mesmo mas em mais barato.
Em Alcácer mudamos o rumo para Oeste em direcção à Costa. Anulámos um desvio para a Carrasqueira. Não é que o sítio não mereça uma passagem, mas evitando lá ir, poupávamos algum tempo e evitávamos sobretudo meter a Deauville por maus caminhos que são necessários… Mas ficam já a saber que a Honda não se livrou de ir fazer um off-road Light mais adiante… Smile

Direcção à Comporta e daí para Sul.

No desvio para Pinheiro da Cruz o Barradas falhou a saída, nada que não se resolva com uma meia-volta.

Depois passagem por Melides, Vila Nova de Santo André e finalmente Sines.
Aí o trajecto fazia-nos passar pela zona portuária, contornando a cidade pelo exterior. Digo fazia, porque não chegou a fazer, pelo menos na totalidade.





Umas obras danadas fizeram-nos subir em direcção ao centro. Não foi mau, deu para tirar umas fotos com as vistas.



Tentamos sair dali navegando à vista. Depois de uma pequena transgressão necessária lá demos com a estrada de saída.



Siga para baixo juntinho à Costa até Porto Covo.





A paisagem de Costa aqui é mesmo jeitosa, as praias embora pequenas são um mimo. E fomos com esse cenário durante algum tempo.



Depois de Porto Covo, uma passagem ao largo de Vila Nova de Mil Fontes, e claro de seguida uma paragem na Zambujeira do Mar.

Deixámos as “burras” à sombra e fomos espreitar a vista da praia e arredores.



Excelente vista esta.




Já estavam uns quantos guarda-sóis montados e algum pessoal a chapinhar na água.










Fotos tiradas, regresso à estrada com calma, estávamos até um pouco adiantados no plano.



A hora anunciada pelo GPS de chegada ao sítio dos comes e bebes, eram de 11h15mn...

Seria muito cedo se a casa para onde íamos não fosse tão concorrida...
Pois é, faz-se fila ali para comer os bichinhos de cascas, e pior, o dono da chafarica não aceita reservas!
Também o percebo, para quê andar a apontar nomes em papelinhos quando a freguesia a certa...

É chegar, marcar o lugar e esperar.

Assim, resolvemos ir para lá e beber uns copos até à hora do repasto.

Na verdade não demorou muito, às 11h30 abriu o "salão", e já havia ali algum stress com os lugares.

Arranjamos logo uma mesa... Daqui não saímos, daqui ninguém nos tira!

Fomos logo pedindo, e cerca de meia-horita depois começou a chegar a primeira dose de amêijoa...



Digo-vos que estava soberba... Um bom prato de marisco não tem grande segredo, é a qualidade do bicho que vai ditar o resultado final.
OK, o tempero também tem a sua importância, mas se o animal de casca não for fresco e bom, nada feito, não vai lá com sabores.

Logo de seguida chegou a Sapateira, e bem cheia que estava... divinal!



Só para acamar veio também uma dose de "carapaus" de bigodes...



Estivemos neste "suplicio" mais de 2 horas com boa conversa a acompanhar...



Sabem o que vos digo?... Que lixe a troika!...
Sou um tipo equilibrado e não gosto de exageros, mas porra, não chamo a isto esbanjar, chamo a isso terapia...
Sim, ter moto não fica barato, sim é perigoso, e sim a gasolina está cara, mas olha... que se f***, realiza-me e deixa-me mentalmente são, é visceral!

Mais umas fotozitas da vista junto ao restaurante...




E siga viagem...



continua...

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MensagemAssunto: Re: Rota do Medronho - 7 de Julho    Qui 11 Jul 2013, 09:53

Quanto mais leio, mais vontade tenho de agarrar na burra e partir.

A zona é excelente com paisagens de praia fantásticas.

Esse restaurante é muito famoso e lembro-me que à uns anos atrás quando o visitei:drunken:  até que ñ achei nada caro a refeição, mas claro que tudo muda....

Um dia irei voltar drunken drunken drunken drunken

E como diz a minha pequena Sofia....... mais, mais, mais Wink Wink Wink Wink Wink 
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Rota do Medronho - 7 de Julho    Qui 18 Jul 2013, 21:39

2ª parte

Escusado será dizer que com este calor, o regresso à estrada depois de almoço foi penoso.

Felizmente, e pela proximidade do mar, circulava uma brisa agradável que nos trazia algum alívio e conforto.
Aliás, foi precisamente nessa estratégia que apostámos toda a manhã, seguir pela Costa junto à água.

Embalámos mais um pouco para Sul, até Odeceixe e aí fomos espreitar a praia.





Paragem no cimo para umas fotos da ribeira.









E depois junto ao areal.









Não nos demorámos muito, o clima não estava para descansar ao Sol.



Daqui até próximo de Aljezur e depois mudámos a agulheta para o interior em direcção a Monchique.

Um abastecimento pelo caminho, e depois atacámos tranquilamente as adoráveis curvas de Monchique.



Um traçado formidável, devo dizer. Uma estrada serpenteante com bom traçado pelo meio da folhagem.
Curvas encadeadas, sem grandes surpresas, que permitem desfrutar da estrada e paisagem.

E assim seguimos nesta dança descontraída até aos pés do Alto da Fóia.

Aí subimos o monte para do seu topo apreciar a paisagem… E que grande vista se tem de ali de cima.





Sabem o que é aquele aglomerado de casas junto ao mar?



Portimão. Não me estava a orientar e tive de perguntar ao Barradas… O homem não falha, está bem treinado na geografia da região.





Aproveitámos o cafezito que existe lá no topo para nos refrescarmos à sombra da esplanada.





E vamos seguir caminho que se faz tarde.

Na descida do alto, uma paragem na fonte, que estava bem concorrida, o que não admira com este calor.



Depois recuperámos o “bailado” estradístico por mais uns quilómetros seguindo ass Tigers nas pontas e a Deauville no meio.

O Barradas na dianteira rodou acelerador para ganhar alguma vantagem de modo a poder parar e tirar-nos uns retratos.

Quando passámos por ele, tomei a dianteira e continuámos. Eu por ali não conheço nada, mas tenho o GPS que conhece.

Foi seguindo este que na aproximação à barragem de Santa Clara nos enfiamos por um mau caminho.

O Barradas bem me dizia que não era por ali, mas o sacana do aparelho encontrava ali uma via.

Descemos por ali os três por uma estradeca composta por um misto de ervas, cascalho e terra…
Aquilo parecia ter uns resquícios de alcatrão de um tempo longínquo.



Acabamos por descer sem grandes dificuldades a parte pior e fazer uma paragem lá em baixo para avaliar a situação.



O  estupor do navegador electrónica teimava em apontar-nos em frente, mas achei que seria melhor ir espreitar mais adiante o que nos esperavas.
Não volta aquele caminho não nos levaria a lado nenhum, a não ser a chatices e arreliações.

Montei-me na Tiger e fui bater o terreno. A estrada suficientemente larga seguia a direito pelo meio da vegetação, o piso até era razoavelmente mais limpo que a descida que tínhamos feito. Uns 600 metros adiante a coisa complicava, uma subida em cotovelos apertados. Parei a Tiger, fui a pé espreitar, e voltei convicto que não valia a pena inventar. As XCs passavam à vontade, já andei com a minha em terrenos piores, mas a Deauville claramente não estava apta para isto. E depois não tinha garantia que aquele caminho nos levasse onde pretendíamos. Regressei junto dos Ruis, e disse-lhes que o melhor era arrepiar caminho e voltar à estrada.



A nossa preocupação era a mota do Atikman, pelo que nas primeiras dezenas de metro acompanhámo-lo a pé, um de cada lado. O Rui Tripa doseou suavemente o acelerador e embraiagem, segurando bem a direcção que teimava seguir aos solavancos. Abriu caminho pelo cascalho e alcançou o topo sem grandes dificuldades.
Felizmente nada de percalços, só umas pingas de suor. Agarramos nas Tigers e fizemos o mesmo. Engatei segunda e num instante estávamos todos de regresso à estrada e de seguida junto à barragem. Foi a decisão correcta, não valia a pena teimar naquele provável beco sem saída, ficou a lembrança para recordar.



Aqui no interior o calor estava como se previa, pior. Não ficámos ali muito tempo, só mesmo para tirar duas ou três fotografias.









Vamos nessa, rumo a Norte.



Daqui em diante seguimos tranquilamente por nacionais a ritmos moderados, ultrapassando sem sobressaltos os automóveis que íamos apanhando à nossa frente.

Já próximo da Mimosa, passámos por uma mota parada na berma. Eu reparei que estava alguém ao telemóvel junto dela, e metros adiantes vimos uma pessoa de capacete na mão a pé… Pronto, estão apeados… Encostámos para ver se podíamos dar alguma ajuda.

Perguntei à rapariga que seguia à pé, se estavam apeados… Ela respondeu-me que sim, tinha rebentado um pneu.

Ora bolas… O rapaz empurrou a moto até nós e explicou-nos o sucedido.

Vinham do Algarve, numa Suzuki Burgman carregada de malas e alforges (aquilo da estrada pareceu-me uma Pan European), quando se lhes estourou o pneu traseiro.
Um rasgo grande, totalmente irrecuperável. Tinham ligado à assistência em viagem e marcado encontro no posto de abastecimento da Mimosa, a uns 2kms dali.

Estivemos a falar um pouco com ele, que estava um pouco desorientado. Parece que tinha ido na conversa do homem do reboque que não queria levá-los até Sesimbra, dizendo que teriam de arranjar por ali uma oficina… Domingo às 6 da tarde na Mimosa, está-se a ver que vai ser fácil.

Ele estava com vontade de empurrar a mota mais 2kms até à Mimosa. Dissemos-lhe para deixar a mota naquele lugar, e que levaríamos um deles até à estação de serviço para se encontrar com o tipo do reboque. E claro, indicamos-lhe que teria de insistir com o tipo para os rebocar até casa, para isso serve a assistência em viagem.

Acederam, ele ficou junto à mota e a rapariga iria connosco de boleia até ao posto de abastecimento.

Ela tentou subir para cima da Tiger, mas revelou-se um problema… A altura e a perna curta… Ainda fez uma ou duas tentativas, mas depois o Rui Tripa sugeriu que fosse com ele na Deauville mais rasteirinha. E assim foi, deixámos o rapaz junto à Suzuki sem pneu e seguimos até à Mimosa.

Aí deixámos a rapariga que iria aguardar pelo reboque e continuámos o nosso caminho.

É algo que gosto este espírito solidário entre o pessoal das duas rodas. Desta vez fomos nós a ajudar, mas já me aconteceu no passado quando parado à beira da estrada para fazer uma chamada que passassem por mim a perguntar se estava tudo bem. É assim mesmo, temos de olhar um pelos outros. É isso que nos distingue e nos identifica.

Continuamos para Norte até Grândola, onde parámos num boteco recorrente, o Príncipe Isaías. Nem é bom, nem é mau, é barato e saio de lá sempre satisfeito.



Bifanas para todos para aconchegar o estômago, que hoje chegamos a casa lá para as 22h00… Sem stress, os dias estão longos e está um calor do cacete!



Nacionais por aí acima, e paragem final na Marateca para despedidas. O trajecto final seria feito pela auto-estrada com os Ruis a seguir pela Vasco da Gama e eu pela 25 de Abril.

Excelente dia, um pouco de calor a mais é verdade (provavelmente o mais quente do ano!), mas como se diz, quem corre por gosto não cansa!

Total mérito e destaque para o Atikman que com muita vontade, resolveu passar à acção! Compareceu cedo para nos fazer companhia, passando por uma “prova” dura, 600 e picos quilómetros de filada com uma temperatura infernal, digo-vos sinceramente que não é o melhor cenário para um passeio destes… Mas aguentou-se à bronca sem protestar e acompanhou-nos sempre com à vontade… Espero não estar enganado, mas este rapaz tem estofo de Padeiro!

Obrigado Rui Tripa pela tua companhia, espero que te tenha agradado o formato, e fica a ressalva que Padeiradas com este calor são excepção não regra! 

E claro também um agradecimento ao Rui Barradas, um fiel companheiro destas “aventuras” de estrada. Um dia desses fazemos um livro de muitas páginas destes relatos.

Fica aí mais uma crónica com relato e fotografias para a posteridade!

Cumps!

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MensagemAssunto: Re: Rota do Medronho - 7 de Julho    

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Rota do Medronho - 7 de Julho
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