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 Padeirada Andaluz (26/05/2013)

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Cobra

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MensagemAssunto: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Dom 26 Maio 2013, 23:23

E foi mais ou menos isto...



Inicio:26:05:2013 07:44:16
Fim: 26:05:2013 21:45:01

Distância total percorrida (GPS): 638kms

Tempo Total: 14:00:45 (Andamento: 10:31:02 + Paragens: 03:29:43)

Altitude Mínima: 15m
Altitude Máxima: 827m

Velocidade Média (andamento): 61km/h

Distribuição de velocidades:
<60/h: 13.0%
<100/h: 68.3%
<150/h: 18.7%


Cumps!

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ruimbarradas
Padeiro-Mor
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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Seg 27 Maio 2013, 22:00

Passear com esta malta é sempre um luxo e obviamente não podia deixar de estar presente.

Ainda não eram 6H30 e já se ouvia o rugir do Tigre na minha garagem.
Depois de uns breves 15 minutos de "viagem", eis que cheguei ao habitual ponto de encontro - a Repsol do Aeroporto, na Segunda Circular.
Paro para abastecer e efectuo o pagamento. Retiro a Tiger para a zona de ar/água de modo a rectificar a pressão dos pneus e, ao abrir a mala deparo-me com a falta da máquina fotográfica, cuja mochila tinha ficado em cima do sofá.
Dassss..... começa bem. Toma lá que é para não seres otário e sair de casa à pressa.

Levanto o banco da Tiger para procurar a válvula a 90º e meter ar nos pneus e.... boa!!! Ficou no outro casaco.
Foi aqui que pensei:
"Calma, Rui... Ainda na semana passada recticaste a pressão de ar, por isso não pode estar assim tão mau. Quanto à máquina... foste burrinho, fod...te-te"

Lá me dirigi à parte da frente da cafetaria, onde já se encontrava o Daniel. (Agora reparo, desta vez o gajo foi pontual Laughing )

Enquanto esperávamos a chegada dos restantes companheiros de viagem, lá estivemos a gramar com um "mano" que vinha todo queimadinho da night. Certamente que o que o gajo fumou era de qualidade, porque o tipo estava cheio de fome. Ainda lhe dissémos que na cafetaria também tinha o que comer, mas o gajo só queria ir ao Mac Donalds. Muito chatinho mas boa onda...

Pouco depois, e já enquanto todos nos encontrávamos a beber café, ouvimos discussão no exterior, entre ele e outro que só lhe dizia que não o queria aturar e que tinha estado não sei quantos anos no Linhó.
Bem, vamos lá a apressar, que isto é malta da pesada e ainda se embrulham e espetam com as motas no chão.

Tralha arrumada e lá nos fizémos à Ponte Vasco da Gama.

Chegando à Marateca saimos para a estrada nacional, que isto de andar em AE não nos dá nada de bom, além de uma terrível corrente de ar nas carteiras.
De facto pela nacional anda-se bem e poupa-se uns cobres para o almoço.

Deviam ser umas 09H15 quando chegámos a Ferreira do Alentejo, onde fizemos a primeira paragem para café.

Pouco tempo depois seguimos caminho pela triste N121 em direccção a Beja.
Digo triste N121, porque me dá um aperto no coração ver aquelas Put*s daquelas obras completamente ao abandono.

Será que ninguém fez umas simples contas de "sumir" e, antes ainda de arrancar com a obra, percebeu que não ia haver dinheiro para acabar aquela porra?

Passando Beja, é sempre a andar até à zona de Serpa e posteriormente em direcção à fronteira.
Chegado ao lado de lá da fronteira, poucos kms se andam até Rosal de la Frontera.

Parámos no posto habitual para atestar as burras e, enquanto os restantes acabavam de abastecer e pagar, reparei em algo que nunca antes me tinha apercebido.
É que mesmo em frente ao posto existe uma "cafetaria" que, a avaliar pelaa quantidade de janelas existentes no piso superior, deve funcionar também como miradouro. Só pode...





Depois de sair de Rosal de la Frontera, de imediato nos apercebemos que estamos em Espanha.
Desde a qualidade do pavimento, à sinalização, marcação da estrada, curvas com o “relevê” correcto…

Já depois de passar Jabugo – a terra do Jamon, desviámos para a serra de La Peña de Arias

Um par de Kms à frente e chegamos a um estupendo miradouro.

Aqui a minha Tiger a contemplar a vista:




Mas estava muito bem acompanhada:




Ainda antes de sair deste miradouro, houve quem me fotografasse na triste figura habitual. Ou seja, a mudar a água às azeitonas.
Vocês não vão acredita, mas as curvas têm este efeito em mim.
Sim, eu sei que em Marrocos havia poucas curvas, mas lá era das rectas!


Saindo daqui começa um festival de curvas até Aracena.
Depois de atravessar o centro da vila, viramos à direita para el castillo.

A subida faz-se com cuidado para não virar o barco.
Umas centenas de metros mais acima e entramos na parte do castelo.

Daqui de cima, podemos contemplar a vista sobre a vila.

Para um lado:






E para o outro:





Lá em cima, ainda outras “vistas”:














Descendo para procurar um tasco onde comer alguma coisa, passámos ainda por uma igreja, que nos confirma a forma como os nossos “vizinhos” gostam de ter o seu património cuidado:




Depois de parar as motas, lá nos decidimos por este tasco. Vamos lá ver se não somos enganados…




Ainda mal nos tínhamos sentado e já uma rapariga nos abordava com um bloco de notas.
Espantados os meus companheiros de viagem olharam para mim, com ar de quem pede para “traduzir”. Pois é malta… por aquelas bandas pedem-se logo as bebidas e depois logo pensamos no que queremos comer.

Pedidas as cañas para os homens e o Aptamil para os meninos, lá veio a carta para escolher o que comer.
A escolha não foi difícil. Por aqui comem-se tapas e raciones. Antes assim, que desta forma dá para provar algumas iguarias lá do sítio.

Para saciar a primeira fome, veio um queso de cabra en aceite de oliva e un pulpo a la gallega:




Logo a seguir chega-nos um Jamon com huevos y patatas:




E para acompanhar, um chorizo também com huevos e patatas:




Diga-se em abono da verdade, que tudo estava muito bom, mas o queijo e o chouriço encheram-nos as medidas.
O chouriço vinha com um tempero que nunca antes tinha provado (com chouriço). Os orégãos.


Depois de pagar a conta, lá nos fizemos à estrada em direcção a Cañaveral de Leon.
Uns Kms depois, o Daniel quis meter uma vaca numa das malas, mas não conseguiu.

Calma, calma… era mesmo uma vaca. Não era daquelas de 2 patas.

Quando o Daniel enfrentou o bicho olhos nos olhos, lá decidiram que cada um seguiria a sua vida.


Já depois de atravessar umas vilas bem engraçadas, com as suas ruas empedradas, lá chegámos ao Embalse de Aracena:




Modéstia à parte, mas esta mota é mesmo bonita:




As barragens por onde passámos estão bem cheias. Este ano não nos podemos queixar da seca:




Lá fizemos um ultimo abastecimento do lado de lá da fronteira, para pouco depois entrar em Portugal junto a Barrancos.
Curiosamente, só depois de atravessar Barrancos – já em Portugal – é que se passar pela placa que indica que estamos em território português.
Pergunto eu: Será que Barrancos também já foi entregue aos espanhóis?


Daqui em diante, existe pouca história… Kms depois, e após passar junto à Amareleja, chegamos a Mourão.
Aqui fizemos uma paragem estratégica, para repor líquidos.

Depois de paradas as meninas à sombra:




Lá nos dirigimos ao interior de um café / bar(?).
Como a Tiger estava com sede, lá tive que lhe fazer a vontade:




Daqui a Évora é um pulinho e, já depois de passar por cima da albufeira do Alqueva, que tem água quase até à estrada, foram apenas mais uns Kms até passar por Reguengos e depois Évora.

À saída de Évora efectuámos uma paragem para nos despedirmos do Ricardo, que só tinha ordem de soltura até às 20H00.


O Ricardo lá entrou na A6 em direcção a Lisboa, enquanto que eu, o Daniel e o João, seguimos pena nacional até Vendas Novas, onde não podíamos deixar de picar o ponto nas belas das bifanas.




Como este corpinho não se alimenta só com uma sandocha de carne, lá teve que vir a bela da sopa.


Daqui à Vasco da Gama, e seguindo a N4, faz-se sem grande sacrifício e foi já à entrada da ponte que fiz uma nova paragem para me despedir dos companheiros de viagem.

Deviam ser umas 21H45 quando cheguei a casa com cerca de 650 Kms no bucho.
Cada vez mais me convenço que a Tiger é uma excelente papa-Kms.
Rolando descontraidamente, no final de um dia destes chegamos a casa prontos para no dia seguinte repetir a dose.

Pena que a vida não seja só isto…

Aos companheiros de viagem, não posso deixar de agradecer pela sempre estupenda companhia. Assim dá gosto viajar.
E agora a pergunta que se impõe:
Para quando a próxima?



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Rui Barradas




Última edição por ruimbarradas em Seg 27 Maio 2013, 22:07, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Seg 27 Maio 2013, 22:04

Curiosamente acordei antes da hora, o que me permitiu também sair de casa antes do previsto.

Embora a manhã estivesse fresca, enfiei apenas um polar por debaixo do casaco e deixei o forro térmico na mala.

Trinta minutos depois estava a chegar ao ponto de encontro e logo de seguida estava a abastecer. Estava uns minutinhos adiantado, para variar!



OK, vou tomando um cafezito para abrir a pestana.

Primeiro chegou o Rui. Depois dos cumprimentos ficámos um pouco na palheta. De repente, fomos interrompidos por um alegre folião. Tinha feito anos na véspera, e ainda estava bem queimadinho da mona... Dizia pouca coisa de jeito, em suma estava ali a fazer tempo enquanto o McDonalds não abria.
Estava desorientado o rapaz, e o que queria mesmo era meter um Big Mac nos queixos às 7h da manhã.

Depois de nos chatear a cabeça com parvoíces, despediu-se de nós com um abraço e uma cabeçada amistosa (vá pronto, um encosto de cabeça)! O Barradas ainda conseguiu evitar a cabeçada, mas não se livrou do abraço. Nisto chega o Ricardo, que pelo seu ar, ficou confuso com a presença do tal personagem!

Seguimos para o café e bolinhos, e pouco depois chegava o João na sua TEN (leia-se Ténére).

Conversa vai, conversa vem, e estávamos um pouco atrasados... Eram 7h48mn quando nos metemos pela VDG (ponte Vasco da Gama).

Com a armada composta por duas inglesas na frente e retaguarda e duas japonesas no meio, singrámos pela AE (auto-estrada) até à Marateca, onde nos metemos por Nacionais. Hoje estávamos decididos a cumprir os limites de velocidades, até pela anunciada operação da GNR de fiscalização às duas rodas.

90, 100, 110, foi assim que seguimos até Ferreira do Alentejo onde fomos à procura de café. Com a maior parte fechado, não foi fácil encontrar um onde se pudesse tomar qualquer coisa.



Ao regressar às motos detectou-se um problema na fixação da topcase na TEN: a fechadura tinha uma folga. Meteu-se logo ali uma braçadeira para segurar a coisa e o João prosseguir descansado.

Por volta das 11h15 (portuguesas) estávamos a entrar em Espanha, e por volta da mesma hora a abastecer em Rosal de La Frontera.

Daqui, continuámos pela Nacional que segue em direcção à serra. Aquilo que mais gosto nesta serra, são as cores, que por esta altura variam entre o verde e o amarelado.
A vegetação abunda, alternando com belíssimos prados onde se passeia algum gado. A árvore de eleição é o castanheiro. Em Novembro quando aqui passámos em direcção aos Pueblos Blancos, as bermas estavam cobertas de “ouriços” que os locais se entretinham a apanhar.



Estrada boa, paisagem a condizer e umas curvas largas para deixar rolar as máquinas! Passámos Cortegana, depois o Repilado e finalmente saímos da nacional para nos aventurarmos um pouco pela serra.

Encarámos logo com um miradouro sobre o pueblo de Alajar, excelente vista a 800 e picos metros de altitude. Estacionámos as máquinas em local privilegiado na “varanda”.




vai, tudo a bater foto!


Daí em diante a estrada muda, mais estreita e inacreditavelmente mais sinuosa. Começa o desassossego e divertimento!

Seguia à frente e ia mais solto e mais à vontade, e confesso que sem abusos, entusiasmei-me com aquele traçado, que entre muitas curvas e dois ou três cotovelos apertados, alternava com umas vistas maravilhosas sobre a serra. Fomos assim até Aracena. Lá chegados orientámo-nos para o castelo, de caminho atravessando a cidade e passando pela praça que já se encontrava cheia de pessoal em redor das suas cañas. E nós já lá vamos a elas, mas primeiro o Castelo!



Aracena segue o jeito típico e charmoso do pueblo Andaluz: casitas brancas na base de um monte coroado por alguma muralha, castelo ou igreja.



Neste caso, lá em cima encontra-se o castelo (de onde na verdade já só restam parte das muralhas) e a bonita igreja templária de Nossa Senhora do Mayor Dolor.




A vista lá de cima é fantástica, e o acesso faz-se por uma rua, relativamente estreita de empedrado. De caminho tivemos de fintar o comboio turístico que também faz o circuito.



Chegados ao topo, foi tempo de puxar das máquinas e telemóveis para capturar umas imagens!






olhó passarinho


Na base da colina do Castelo encontra-se o acesso às Gruta das Maravilhas. Cerca de de galerias subterrâneas de origem calcária. Foi nestas que foi filmada a adaptação cinematográfica de 1959 do livro “Viagem ao Centro da Terra” de Júlio Verne.



Apesar de interessante e dado o tempo curto, achámos que seria mais proveitoso despender o nosso tempo e dinheiro apreciando outro atractivo da região, a gastronomia!



a fazer-se a foto!


Descemos até à rua próxima do jardim, encostámos as máquinas e instalámo-nos na esplanada de uma taperia.



A ementa era variada e optámos primeiro por quatro variedades.



Para a mesa acompanhado com batata e ovo, veio um “pulpo à galega”, “queso de cabra en aceite”, “chorizo assado” e claro, o “jámon ibérico”. Tudo de categoria, mas para mim o “chorizo” era de chorar por mais.

o pulpo


o queso


Para acabar ainda veio 1/2 de secretos ibérico acompanhado com batata e ovo.

Momento muito agradável, à sombra, com temperatura amena, parecíamos uns lordes!



também houve disto


amigos e jámon


Continua...

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laabreu

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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Ter 28 Maio 2013, 14:48


Ai, ai !!!!

As saudades que eu tenho de um pulpo à gallega Crying or Very sad

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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Ter 28 Maio 2013, 23:06

puercos pig cheers muito bom e eu a vê-los passear tongue
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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   Qua 29 Maio 2013, 22:12

Saciados de sabores andaluzes, tivemos de regressar às nossas montadas e fazia-se sentir algum calor.

[size=78%]o local do crime[/size]





Saída de Aracena, a visita mais pormenorizada terá de ficar para outra altura, tínhamos à nossa frente mais de 4h de caminho.

Regresso Serra acima, com entrada em Portugal mais a Norte, pela pacata vila de Barrancos.

Estrada boa, suficientemente larga e com algumas curvas encadeadas muito agradáveis.

Rapidamente chegámos à barragem de Aracena, cuja cota estava bem alta, também por aqui parece que a água tem sido fartura.





Fotos para aqui, fotos para ali, e o João sem o querer manda o capacete ao chão... e parece que estragou qualquer coisa.

Saímos dali, continuando aquele bom troço de estrada que nos levava de regresso.

Dois ou três quilómetros depois e ouço o Barradas no intercom a mandar para trás...
O João precisava de fazer um acerto ao capacete. A queda tinha partido um parafuso de fixação da viseira e pala, estava ali solto.
Desenrascou-se como pode, e seguimos caminho.

A estrada continuava boa. Eu que seguia à frente, e o Ricardo logo atrás soltámos o ritmo, sem devaneios.
Felizmente sem devaneios, porque numa dessas curvas de virar o monte tivemos de mandar a mão ao travão.

Na minha faixa, na minha direcção, o raio de uma vaca bem grande. Um jovem aninal certo, mas seguramente com mais de 200kgs.
A raça, não vos sei dizer, mas o bicho era grande, do género Arouquesa mas em tom mais claro.

Senti a roda traseira a bloquear e logo de seguida o ABS a actuar. Foi mais o susto que outra coisa.
E por falar de susto, creio que a danada assustou-se mais que nós. Encarou-me de frente, fitou-me nos olhos e tomou a decisão certa.
Abalou a correr trepando o monte. Nem fazia ideia que um bicho daqueles era tão ágil... Que susto!

O Ricardo também apanhou um cagaço com a Strom também a querer atravessar-se.

Tudo acabou bem, cada um seguindo a sua vida. O Barradas e o João que seguiam mais atrás nem se aperceberam de nada.

Mais uns quilómetros com passagem por alguns pueblos, Carñaveral de Léon, Hinojales, e dois Cumbres, o Mayor e o de En Medio.

Finalmente Higuera de La Real, e depois alguns quilómetros de uma estrada com piso daqueles que se sente nas nádegas.

A Tiger com a sua suspensão generosa porta-se brilhantemente, mas mesmo assim gosto de andar de pé nestes troços é para mim um verdadeiro regalo.

Por fim o pueblo de Encinasola, antes de entrar em território português.

A propósito a entrada é digno de registo, e é feita por uma ponte pequena de esguelha. Os menos atentos e preparados ariscam-se a ir ver se água lá em baixo.
Creio que terá sido a primeira vez que passei por este troço fronteiriço, pois estou convencido que me teria lembrado deste primor de engenharia rodoviária.

Estávamos já em Barrancos, esta pequena vila, longe de quase tudo e geograficamente “entalada” entre solo espanhol.



Daí em diante continuámos pela nacional, subindo até Mourão, onde fariamos mais uma paragem para um “beberete” necessário.

Encontrámos o bar “o Morango” que nos pareceu bem, o estacionamento das motos fazia-se logo em frente.



aqui o Rui a equilibrar a cerveja


O Ricardo queria chegar a casa por volta das 20h00, e os restantes não se importavam de antes parar para enfardar qualquer coisa.
Assim decidiu-se que o Ricardo nos deixaria depois de Évora, para se enfiar na AE até Lisboa.

Os outros seguiriam pela nacional até à capital internacional da bifana, onde claro se faria uma pausa antes de voltar a casa.



E assim foi...





Estava bom, e a conversa também. Mas havia que regressar, e assim fizemos ao mesmo ritmo do resto do dia.

Algures já próximo de Pegões o trânsito adensava, e às tantas estávamos enfiados numa caravana de “enlatados”, alguns com comportamentos agressivos.

O Barradas seguia à frente, o João no meio e eu no fim da caravana. Sugeri que saímos dali rápido, a situação estava a ficar confusa com aproximações demasiado radicais para o meu gosto.
Assim se fez, rodámos o acelerador e fizemos rugir os motores, esquecendo por momentos as devidas regras do código da estrada.
E bem se fez, saímos daquela situação confusa, continuando o percurso com a necessária tranquilidade.

Paragem final à boca da Vasco da Gama para despedidas. Estava o dia feito, e bem feito... Excelente passeata, com boa estrada, excelente paisagem e o tempo perfeito a ajudar!

Cada um seguiu o seu caminho e eu aproveitei para limpar a garganta ao Tigre no último troço de AE até casa.

Ao todo de ponta a ponta, 678 bons kms percorridos.

Venha o próximo!

Cumps!

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MensagemAssunto: Re: Padeirada Andaluz (26/05/2013)   

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Padeirada Andaluz (26/05/2013)
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