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 Na Rota das Aldeias Perdidas

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lingerie_boy

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 01:23

Ora aqui está um EXCELENTE trabalhinho de ourives do Silvio!

Os resultados são excelentes, uma sugestão apenas como o Cobra referiu: abrir um pouco o angulo.

Avizinham-se filmagens épicas.
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rikcorreia

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 07:59

Sim Sr. muito bem feito, grande engenhoca, basta alguns ajustes e fica fina, para as longas metragens.
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Bento

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 08:11

Bem, pelos vistos valeu a pena.

Ficou bem fixe Sílvio.
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 08:41

Muito bom, agora já tens uma boa desculpa para ir na frente da caravana lol!

Abraços,
Sardo
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ruimbarradas
Padeiro-Mor
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 08:44

sardo escreveu:
Muito bom, agora já tens uma boa desculpa para ir na frente da caravana lol!

Abraços,
Sardo
Estamos tramados...
Vou fazer um novo orçamento dos estragos, pois com o Silvio na frente da caravana, as médias vão disparar substancialmente. Será impossível que qualquer mota faça menos de 7,2L/100. Twisted Evil

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Rui Barradas


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silvioguerreiro

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 10:58

MakoShark2 escreveu:


O ângulo é ajustável? Tipo, consegues orientá-la mais para fora?


Sim, consigo ajustar na horizontal, basta rodar um pouco mais para fora a propria camara. Não consigo é ajustes na vertical, mas parece-me que ficou +/- bem.

ruimbarradas escreveu:

Estamos tramados...
Vou fazer um novo orçamento dos estragos, pois com o Silvio na frente da caravana, as médias vão disparar substancialmente. Será impossível que qualquer mota faça menos de 7,2L/100.

Não te preocupes Rui. Como não tenho GPS nem sei o caminho, terá de ir sempre alguem á minha frente, desde que não vá a pisar ovos, mas dê para apreciar as paisagens ao mesmo tempo. Será um questão de bom senso Twisted Evil

Abraço
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ruimbarradas
Padeiro-Mor
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 11:06

Também eu não tenho o GPS instalado na mota, mas pretendo guiar-me apenas pela memória.

É das coisas que mais gozo me dá, é nestas alturas haver um ou outro engano de percurso. Não que não conheça a zona, porque a conheço... mas não sou nenhum TeleAtlas e não consigo memorizar todos os caminhos e cortes de estrada.

De qualquer forma, o Daniel levará GPS e certamente que não nos perdemos... muitas vezes! Laughing

Relativamente a velocidades, pretende-se uma circulação desembaraçada (de forma a dar tempo de parar onde quisermos), mas ao mesmo tempo descontraída (de forma a que enquanto nos divertimos nas estradas retorcidas, podermos apreciar a paisagem sem a preocupação da concentração máxima na condução)

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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 11:12

Quanto ao GPS, sem preocupações, levo o meu, que irá também registar o track de todo a nossa viagem para depois sabermos efectivamente por onde passámos, para além de médias, etc e tal, e coiso...

O melhor será seguir o Môr, e no caso em que falhe usar o GPS. bounce

De qualquer forma irei carregar o itinerário planeado no GPS para não nos escapar nenhuma capelinha!
Mas tenham lá calma com o barrote, esta viagem é essencialmente cénica e para apreciar a estrada.
Venham de lá esses bons kms! cheers

Cumps!

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Última edição por MakoShark2 em Qui 14 Maio 2009, 11:22, editado 1 vez(es)
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ruimbarradas
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 11:18

O que mais me preocupa neste momento, é que o tempo não passa: Sleep



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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 12:05

Muito bom Silvio,

de certeza que vais captar imagens espectaculares.

Belo trabalho.

cumprimentos
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silvioguerreiro

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 12:29

ruimbarradas escreveu:

Relativamente a velocidades, pretende-se uma circulação desembaraçada (de forma a dar tempo de parar onde quisermos), mas ao mesmo tempo descontraída (de forma a que enquanto nos divertimos nas estradas retorcidas, podermos apreciar a paisagem sem a preocupação da concentração máxima na condução)

Era mesmo isto que queria dizer, mas não me consegui explicar tão bem.

Já é dia 10???? No
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lingerie_boy

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 12:30

Ao que parece vamos ter 3 câmeras a funcionar, sendo que 2 delas voltadas para a frente e a do Silvio voltada na direcção oposta.

Toda esta encenação articulada para (até agora) 4 elementos parece-me perfeita, deixando assim um livre para as "navegações e caches".

Não me parece mal que o Silvio abra a estrada, solto como gosta, tendo como Wingman o Cobra (ocupado na navegação), o nosso Mor a registar estes movimentos e eu a picar-lhes a membrana para se colarem ao Silvio... Laughing Idea

Estamos bem articulados, parece-me. bounce
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Qui 14 Maio 2009, 13:03

Ui... estratégia vencedora já traçada... Vamos a eles! bounce bounce bounce

Eu levo a máquina, mas as imagens estáticas. cyclops

Cumps!

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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Sex 15 Maio 2009, 21:12

Vejam lá o que acham disto:



Cumps!

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Drifterman

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Sex 15 Maio 2009, 21:15

Tá bonito, tá Twisted Evil grande Daniel sempre a inovar.
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lingerie_boy

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Sex 15 Maio 2009, 22:14

AO MAIS ALTO NÍVEL!
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Cobra

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Dom 17 Maio 2009, 21:34

Elevadas expectativas meus amigos!!!



Dia 1 ~ 448km ~ menos de 5h12mn



O território do Concelho de Almeida apresenta vestígios de presença humana desde o paleolítico, estando detectados alguns núcleos castrejos da Idade do Bronze e do Ferro, bem como informação clara sobre a presença romana.
Mas é no período medieval, com especial destaque para a época da formação da nacionalidade, que se estrutura a linha evolutiva caracterizadora do território em causa. Devendo-se esta evolução a dois factores fundamentais: a sua localização no limite fronteiriço do território português e a criação dos concelhos, como forma de garantir o povoamento da fronteira.
O Rio Côa constituiu durante um largo período temporal o limite dessa mesma fronteira entre o Reino de Leão e o território português, até que em 1297, com a assinatura do tratado de Alcanices durante o reinado de D. Dinis, se integram definitivamente os territórios a Este do Rio Côa em Portugal. Este avanço da linha de fronteira, vai condicionar o desenvolvimento futuro do território em causa, ganhando Almeida e castelo Bom, uma importância estratégica predominante em detrimento de Castelo Mendo situado na margem esquerda do rio Côa.
O actual Concelho de Almeida concentra em si a base de três concelhos criados na Idade Média. Almeida recebeu a carta de foral em 1296, por D. Dinis e revogado em 1510 por D. Manuel I , Castelo Bom recebeu foral em 1296 pela mão do mesmo monarca, revogado também em 1510, Castelo Mendo já detinha foral desde 1229, por iniciativa do Rei D. Sancho II, confirmado depois por D. Dinis em 1281 e revogado em 1510.
O Concelho de Castelo Mendo foi extinto em 24 de Outubro de 1855. As freguesias que o compunham (Azinhal, Peva, Freixo, Mesquitela, Monteperobolso, Ade, Cabreira, Amoreira, Leomil, Mido, Senouras e Aldeia Nova, Parada, Porto Ovelha, Miuzela) foram anexadas ao Concelho do Sabugal. Em Dezembro de 1870 passaram a fazer parte do Concelho de Almeida, que já era composto por Vale de Coelha, Vale da Mula e Junça, com excepção da Parada, Porto Ovelha e Miuzela.
O Concelho de Castelo Bom foi abolido com as reformas administrativas liberais em 1834, tendo sido anexado ao concelho de Almeida, conjuntamente com as seguintes freguesias: Freineda, Naves, S. Pedro do Rio Seco e Vilar Formoso.
Mas o Concelho de Almeida, vai ainda absorver e perder área administrativa dos concelhos limítrofes. Assim em 1834 absorve as freguesias de Malpartida, Cinco Vilas e Reigada ao concelho de F. Castelo Rodrigo. Em 1883 anexa as freguesias da Malhada Sorda e Nave de Haver do extinto concelho de Vilar Maior. Em 1895 integra as freguesias da Miuzela, Parada, Porto Ovelha, do termo do Concelho do Sabugal, e Valverde do termo do Concelho de Pinhel, mas perde nesse mesmo ano, para o Concelho de F. Castelo Rodrigo as Cinco Vilas e a Reigada.
Eclesiásticamente, o território do Concelho de Almeida faz parte do Bispado da Guarda, embora no passado tenha pertencido ao Bispado de Cidade Rodrigo, Lamego e Pinhel.
No período do cisma do ocidente, em finais do século XIV, passou da Diocese de Cidade Rodrigo para a de Lamego, porque o Reino de Castela tinha aderido ao partido do Papa de Avinhão e Portugal tinha-se mantido fiel a Roma. Em 1770 foi criada por Clemente XIV a Diocese de Pinhel à qual se juntou Almeida, no entanto esta foi extinta em 1881 por Leão XIII, passando Almeida para a Diocese da Guarda.



A origem da cidade pinhelense é atribuída, sem grande certeza, aos Túrdulos, por volta do ano 500 a.C..
O concelho de Pinhel recebeu foral de Dom Sancho I em 1209, detendo funções de organização militar e jurisdição. Deve-se a D. Dinis a reedificação do Castelo de Pinhel, constituído por duas torres, e a construção da histórica muralha que rodeava a vila da época (actual zona histórica), constituída por seis portas - Vila, Santiago, S. João, Marrocos, Alvacar e Marialva.
Tornou-se sede de diocese e cidade em 1770, durante o reinado de Dom José I, por desanexação da Diocese de Lamego, mas em 1881 a Diocese de Pinhel foi extinta pela Bula Papal de Leão XIII e incorporada na diocese da Guarda.
Pinhel tem como símbolo o Falcão, presente também como distintivo no seu brasão. O Falcão simboliza o patriotismo dos pinhelenses que lutaram pela defesa da independência nacional, numa altura em que estes aderiram ao movimento patriótico do Mestre de Avis e que Portugal estava sob ataques de Castela, nomeadamente na Beira Alta. O falcão foi assim um talismã arrebatado ao rei de Castela por parte dos terços pinhelenses.


Embora a tradição refira que a primitiva fundação de Castelo Rodrigo se prende aos Túrdulos, por volta de 500 a.C., posteriormente mantida como um oppidum pelos Romanos, a recente pesquisa arqueológica não autoriza essas suposições. Do mesmo modo, não há dados mais concretos sobre uma posterior ocupação pelos Suevos ou pelos Visigodos. Da época dos Muçulmanos, embora também não hajam maiores informações, subsiste uma cisterna com porta em arco de ferradura, na atual Rua da Cadeia.
Em posição dominante sobre a ribeira de Aguiar, ao sul da planície de Ribacôa, o Castelo de Castelo Rodrigo constituía-se em local de passagem para os peregrinos que, da Beira Baixa, se dirigiam a Santiago de Compostela pelo caminho que, na Idade Média, ia da Guarda a Barca d’Alva. Eles encontravam abrigo no vizinho Convento de Santa Maria de Aguiar. Atualmente os muros do castelo envolvem a povoação, integrante do Programa Aldeias Históricas.




Historicamente, falar de Figueira de Castelo Rodrigo implica remontar muitos séculos na história. Desde a Pré - História até ao séc. XXI, muitos são os testemunhos existentes, permitindo-nos viajar pelo tempo à descoberta das raízes históricas de toda uma região.
Situada na margem esquerda da ribeira de Aguiar, Figueira de Castelo Rodrigo, é uma terra de encantos. O seu imaculado casario, as suas paisagens e os ninhos das cegonhas são imagens que embelezam ainda mais esta vila.
A nível de monumentos destaca-se a Igreja Matriz com fachada barroca, a Capela da Senhora da Conceição, o chafariz dos pretos e o núcleo antigo.
Figueira de Castelo Rodrigo é bastante conhecida pela beleza das suas paisagens em especial para as amendoeiras em flor em Fevereiro e Março, para o sabor da sua gastronomia e dos seus vinhos e para hospitalidade da sua população.




No termo de Almendra encontram-se já inventariados alguns sítios de ocupação pré-histórica, designadamente o da Ribeirinha, com arte rupestre e abrigo do III milénio a.C.; o Poio do Silveiral, com habitat pré-histórico e o Cabeço do Fumo com vestígios do Calcolítico.
As origens de Almendra devem remontar à Idade do Ferro. O que é hoje a área envolvente da Igreja Matriz, deve ter-se constituído como núcleo fortificado no I milénio antes de Cristo. Numa área para Norte da mesma Igreja, no denominado «Chão do Morgado», consta ali ter existido um castelo ou fortificação que muitos dizem ser medieval ou tardo-medieval (a exemplo do castelo de Foz Côa). Muitos vestígios de pedra de aparelho, fragmentos de tégula, imbrices e dolium, certificam ali a existência de uma provável «Villa Romana» senão de uma «vicus». Outros vestígios de Villae romanas ou simples casais encontram-se espalhados pelo termo de Almendra.
A partir do Paleocristão poderia um templo pagão (Romano) ter dado lugar a um templo cristão, a uma pequena igreja sita no mesmo local onde se encontra hoje implantada a Igreja Matriz (aliás com traça muito mais antiga que a data que ostenta por cima do portal). As lacunas documentais são muito grandes e só algumas campanhas de escavação arqueológica no imenso adro poderão dar luz sobre as origens e estádios de fixação e, ou, povoamento.

Castelo Melhor é uma bonita freguesia rural do concelho de Vila Nova de Foz Côa, dona de um património invejável e situada numa zona de grande beleza natural, sendo também uma das portas de entrada para o Parque Arqueológico do Vale do Côa. Castelo Melhor apresenta um património de gravuras rupestres incomparável, de grande interesse e importância, nomeadamente nos núcleos da Broeira, da Fonte Frieira, de Meijapão, de Penascosa, do Vale dos Namorados, da Canada da Moreira e da Canada do Amendoal.
A região apresenta, pois, vestígios de ocupação humana desde tempos muito remotos, tanto nestas importantes gravuras rupestres, como nos muitos vestígios de ocupação humana da Idade do Cobre ou do Bronze, e posteriormente do período de ocupação Romana, como os vestígios de uma via em Penascosa que ligaria a Almendra ou da Villa romana em Orgal. Suevos, Visigodos e Mouros também terão deixado a sua marca por estas paragens. De facto, Castelo Melhor passou apenas a fazer parte do Reino Português após o importante Tratado de Alcanizes (1297).
Esta pacata aldeia rural deleita todos os visitantes que encontram nestas típicas ruas de casario típico de pedra, a paz de espírito e tranquilidade aliada a uma história bem rica e antiga, e monumentos como o Castelo, a Igreja Matriz , a Capela de Santa Bárbara ou a Capela e o Miradouro de São Gabriel, de onde se tem uma vista fenomenal.




Situada na região do Alto Douro, numa área de terras xistosas também conhecidas como “Terra Quente”, Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, sede de concelho, que viu o seu nome correr fronteiras pela descoberta e classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO das suas gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre no vale do Rio Côa, um dos maiores centros arqueológicos de arte rupestre da Europa. Região maioritariamente agrícola, é também conhecida como a “Capital da Amendoeira”, devido à grande densidade desta árvore no concelho, em parte derivada do especial microclima de cariz mediterrânico que aqui se faz sentir, permitindo paisagens sem igual quando estas amendoeiras florescem e vestem os campos de branco e rosa, normalmente na segunda semana de Fevereiro prosseguindo até aos primeiros dias de Março. Este mundo agrícola molda a paisagem de vinha, olivais e das referidas amendoeiras, permitindo panoramas únicos de grande beleza, por entre montes e vales, onde cursos de água abundam. Por todo o concelho existem Aldeias Rurais, xistosas, onde a tradição e costumes ainda imperam.
Perto de Vila Nova de Foz Coa, está a localidade de Numão, um importante bastião aquando da ocupação romana, e onde se encontram ainda as ruínas de um castelo do século X, bem como interessantes casas Judaicas.
O valor Patrimonial do concelho de Foz Côa é grande, numa zona de grande interesse arqueológico, tenoo mesmo sido descobertos e classificados cerca de 195 sítios. Por estas paragens se encontram castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, que demonstram o marco das populações que aqui habitaram e escreveram a história durante séculos.
Na cidade de Vila Nova de Foz Côa atesta-se o fervor religioso na sua bonita Igreja Matriz, de fachada Manuelina, e nas muitas Capelas, como a de Santa Quitéria (que se pensa ter sido outrora uma sinagoga), a de São Pedro e Santa Bárbara ou a barroca Capela de Santo António. Algumas casas senhoriais e brasonadas enriquecem o património arquitectónico da cidade, como a Casa dos Andrades. A Torre do Relógio, no sítio do Castelo, demonstra a arquitectura militar de outros tempos.
A gastronomia fozcoense é bastante apaladada e rica em pratos variados, entre os produtos vindos dos férteis solos locais, como vegetais e fruta bem fresca, e o afamado vinho, com o famoso “Barca Velha”. O Azeite da região é igualmente afamado, baseando-se os pratos no principal ingrediente presente na boa mesa Portuguesa: o Pão. O Peixe fresco do Rio Douro, o Cabrito assado, pratos de caça e a carne de porco, são presenças habituais na cozinha da região.


Estadia na Albergaria Vale do Côa

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Última edição por MakoShark2 em Seg 18 Maio 2009, 20:26, editado 5 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Dom 17 Maio 2009, 21:35

Eu estou que nem posso... nunca mais chega o fim do mês... E não é para receber!!!

Cumps!

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Dom 17 Maio 2009, 21:42

Malta,

Belas imagens que o Daniel aqui disponibiliza... mais um motivo para continuarmos a sofrer até dia 10.

A única coisa que me anima é saber que já faltou mais! Laughing
Faltam agora 3 semanas e 2 dias.
Estou em Count Down drunken

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Dom 17 Maio 2009, 21:57

Excelente trabalho, Cobra!
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Dom 17 Maio 2009, 22:12

Anda aqui um gajo em ansias para abalar e ainda vêm fazer aumentar o sofrimento.

Excelente trabalho Cobra. Obrigado e parabéns!

Abraço
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Seg 18 Maio 2009, 18:56

Excelente trabalho Very Happy

Assim ainda dá mais pena de não poder ir Sad

Vocês vão curtir bués, estou certo disso.
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Seg 18 Maio 2009, 19:09

A minha sorte é que nessa altura vou estar dentro de água e ninguem vai ver-me chorar por não ir convosco Crying or Very sad
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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Seg 18 Maio 2009, 20:23

Ora tomem lá mais disto...



Dia 2 ~ 276km ~ menos de 5h24mn



Em 1887, Barca d'Alva foi palco da conclusão da Linha do Douro, que na Ponte do Águeda atinge o seu 200º e final quilómetro. Com a ligação feita à estação de Boadilla através de La Fregeneda, a Linha do Douro transformou-se numa linha internacional, sendo a ligação mais directa entre o Porto e o resto da Europa. A estação fronteiriça, Barca d'Alva possuia, além dos equipamentos normais de uma estação de grande importância e terminal como cocheiras e placa giratória, os postos aduaneiros, posto da Guarda Fiscal, e um hotel.
Porém, em 1985, o troço Boadilla-Fregeneda-Fronteira do Águeda foi encerrado. Barca d'Alva e o Douro perdiam a sua ligação internacional, e em 1988 era a vez do último comboio apitar em Barca d'Alva, com o encerramento do troço Pocinho-Barca d'Alva. Actualmente, todo o conjunto da estação está abandonado.
Com a elevação do troço espanhol a Património de Interesse Público, e apontamento de verbas para a sua reabertura, o projecto de uma ciclovia entre o Pocinho e Barca d'Alva pelo leito de via da Linha do Douro ficou em xeque. Mais ainda, quando uma coligação de autarquias formalizou a sua vontade em reabrir ao tráfego ferroviário este troço, reatando-se assim passados mais de 20 anos as ligações internacionais de e para o Porto, via Linha do Douro. Nada foi entretanto decidido.
Barca d'Alva é também dotada de cais fluvial, assinalando o limite de navegabilidade do Douro, que começa na sua foz no Porto.
Barca d'Alva é ainda o último local onde é possível atravessar o Douro de e para território português, através da ponte rodoviária Almirante Sarmento Rodrigues.


Freixo de Espada à Cinta, será anterior a Cristo, pré-romana como o atestam a arte rupestre pré-histórica, da qual o “cavalo de Mazouco” foi o primeiro sítio de arte rupestre paleolítica de ar livre descoberto no território português, e uma enorme quantidade de vestígios castrejos que ainda hoje podem ser apreciados nos seus devidos locais. Seria um fidalgo Godo – Espadacinta – que aqui se bateu com bravura ou de um fidalgo leonês cujo brasão tinha um feixe e uma espada ou o próprio El-Rei D. Dinis que encostara a sua espada a um freixo (que ainda existe junto ao Castelo) aquando da sua visita à terra a dar o nome a esta vila.
No início do século XVI era uma poderosa praça de guerra cercada de muros e dotada de três torres mestras, das quais actualmente só resta uma, facetada e heptagonal exemplar único na Península Ibérica: a denominada Torre do Galo ou do Relógio. O pelourinho manuelinho, conservando ainda todas as ferragens no capitel, as suas fragas, a Igreja da Misericórdia, as amendoeiras em flor, a Fonte de Ménones, a Calçada de Alpagares, a Ponte Romana do Candedo, a Ribeira do Mosteiro, os seus trabalhos artesanais em seda (até 1791 Freixo possuiu 4 fábricas e 71 teares), e a paisagem magnifica que a região demarcada do Douro oferece ao visitante, é o suficiente para todos os anos este roteiro ser obrigatório.




A barragem de Aldeadávila (Salto de Aldeadávila) constitui uma das obras de ingenharia mais impressionantes que se pode ver em toda a Europa. Está situada no curso médio do rio Douro no ponto onde o mesmo divide Portugal e Espanha, entre o munícipio Aldeadávila de la Ribera do lado espanhol e Freixo de Espada à Cinta do lado luso. O local em seu redor é mágico e descreve-se como um desfiladeiro escavado pelo Douro em profundidades que nalguns pontos chegam aos 400m.
A característica principal desta construção é o facto de se situar em Espanha e Portugal, sendo sua estrutura principal toda subterrânea, e conta com cerca de 12km de túneis com 12x8 metros.
A barragem de Aldeadávila é do tipo mista, com uma altura de 140m e longitude de 250m, capaz de reter um total de 155hm3 numa superfície de 368ha, sendo a primeira na produção de electricidade em Espanha e a segunda na Europa. A sua capacidade de produzir 4000 milhões de kWh garantem-lhe cerca de 10% de produção de energia da rede espanhola.
A obra foi concretizada entre 1958 e 1962, tendo os primeiros trabalhos de escavações iniciado em 1956.


Mogadouro situado no Nordeste Transmontano é terra de grandes tradições e berço de ilustre gente que muito deu ao país.Diz-se que o nome de Mogadouro tem origem árabe. No tempo da Reconquista Cristã, Mogadouro foi também lugar de defesa nas lutas entre cristãos e muçulmanos. A posição de Mogadouro é mais clara na alvorada da nacionalidade e teve concerteza uma acção preponderante na consolidação do Condado Portucalense. Possui Mogadouro um castelo cuja construção deve ser da década 1165-1175. O Rei D. Afonso III deu foral a Mogadouro no ano de 1272 e 1273.
A nobre Família dos Távoras teve uma grande influência no desenvolvimento cultural e económico da vila, pois sendo seus senhores tudo fizeram nesse sentido. Proscritos do reino, confiscados seus bens e depurados nas pessoas, os Távoras desapareceram para sempre e, Mogadouro ficou privado do desenvolvimento económico e cultural. Por aqui passaram Celtas, Visigodos e Romanos. Foi poiso dos Templários e guarda importantes vestígios históricos.




Miranda do Douro, sede do concelho, está situada num espigão que domina a pique a margem direita do rio Douro, no troço internacional que separa a província Portuguesa de Trás-os-Montes da província espanhola de Castilla y León. A Vila de Miranda surgiu com o Rei D. Dinis que existia sobre as arribas do Douro e era banhado pelos rios Douro e Fresno.
É aquando do Tratado de Alcanices – celebrado entre D. Dinis, rei de Portugal, e Fernando IV, de Leão e Castela, que temos de fazer a leitura histórica da fundação da Vila de Miranda em 18 de Dezembro de 1286, elevando-a à categoria de vila e aumentando-lhe os privilégios antigos. Um dos privilégios deste foral era Miranda nunca sair da coroa. A partir desta altura, Miranda torna-se progressivamente na mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes.
Em 10 de Julho de 1545, D. João III eleva Miranda do Douro à categoria de cidade, passando a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes (por bula do Papa Paulo III de 22 de Maio de 1545) que amputava a arquidiocese de Braga da maior parte do território transmontano.
Assim, Miranda ficou a ser a capital de Trás-os-Montes, sede do bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas bem como, militares e civis.
Em 1762, no contexto da Guerra dos sete anos, o exército de Eduardo III invade Trás-os-Montes. O Paiol, com cerca de 500 barris de pólvora, foi atingido por um tiro de canhão, fazendo ir pelos ares as quatro torres do castelo e os bairros periféricos. Aproximadamente um terço da população da cidade - cerca de 400 pessoas – pereceram perante esta catástrofe, levando assim à ruína religiosa, demográfica e urbana de Miranda. Quase dois anos depois, em 1764 D. Frei Aleixo Miranda Henriques (23º bispo) abandona Miranda, trocando-a por Bragança, que passava a ser outra sede episcopal definitiva e única a partir de 1680.
Duzentos anos depois, graças à construção das barragens de Picote e Miranda, o concelho assumiu-se como uma região em franco desenvolvimento e a cidade, mercê da perfeita harmonia entre o passado e o presente é, hoje, um verdadeiro museu vivo. A cidade vive de numerosos comércios (têxteis, calçado e ourivesaria) destinados aos vizinhos espanhóis, que atravessam a fronteira para fazer as suas compras.
Por isso, o concelho de Miranda do Douro é detentor de um vasto, diversificado e valioso património cultural e arquitectónico espalhado pelas suas freguesias, que continuam a preservar e divulgar parte da sua cultura por meio das suas peças manufacturadas como as Colchas feitas nos teares tradicionais, os tecidos de Saragoça e Buréis, os Bordados, Gaitas de Foles, Flautas, Castanholas e Rocas.




Esta cidade teve origem a partir de dois núcleos: um dos núcleos a cidade e o outro a vila. A ligar a vila e a cidade estão duas ruas : a Rua Direita e a Rua de Trás.
A cidade antiga ficaria, no local onde hoje está a Sé. Era uma povoação neolítica e serviu de base a uma cidade romana. com as invasões bárbaras e guerras entre mouros e cristãos desapareceu. Em 1130 foi restaurada, no alto de um outeiro a centenas de metros. Surgiu a vila de Benquerenças e edificou-se o castelo, onde se encontra a Domus Municipalis (séc. XIII). Á volta do castelo e dentro das muralhas cresceu a vila, e alargou-se aos espaços exteriores. A cidade extinta voltou a renascer e não tardou que as duas povoações se unissem, e o nome que ficou foi o da mais antiga.
Depois desta tentativa de povoamento, feita por Fernão Mendes (da familia da D. Afonso Henriques), o Rei D. Sancho I concedeu o foral a Bragança em 1187. Bragança então floresceu depressa. Era um local de passagem para as peregrinações de S. Tiago de Compostela desde o século XII.
Nos sécs. XV e XVI surgiu um importante centro manufactureiro de veludos, damascos e outros tecidos de luxo. O volume de vendas era alto e quanto à qualidade dizia-se "a doçura das caricias femininas compara-se ao toque dos veludos de Bragança".
A inquisição foi muito activa em Bragança, ao todo 734 vitimas. Os teares fecharam e a região passou por um período de decadência.
A concessão de título de cidade foi dada por D. Afonso V em 1464. E em 1560 construí-se o colégio dos Jesuítas, entretanto Bragança vai crescendo. já em 1906 (1 de Dezembro) chegou o comboio a Bragança. Durante a década de 60 constroem-se a Escola Industrial e o Liceu Emidio Garcia.


Estadia no Hotel Ibis Brangança

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   Seg 18 Maio 2009, 20:26

Mas que bela apresentação de percurso com que estamos a ser brindados.
Isto envergonha qualquer um que tente organizar o que quer que seja! Embarassed Embarassed

Shame on You Mr Barradas... Shame on You! lol!

O facto de estar a ver isto e não poder arrancar já para esta voltinha, está a fazer-me umas comichões que só visto.... Rolling Eyes

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MensagemAssunto: Re: Na Rota das Aldeias Perdidas   

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Na Rota das Aldeias Perdidas
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